Lateral-esquerdo esteve desde setembro no CT do Athletico e revela chateação por não retornar; Freeland garante insegurança jurídica e financeira
Renan Lodi foi anunciado pelo Atlético-MG no último domingo (28), após sucessivas promessas de que quando retornasse ao futebol brasileiro, vestiria a camisa rubro-negra que estampa os quatro ventos do Athletico, com h. Lodi, no entanto, esteve no CT do Caju por mais de três meses, treinava com os ventos em seu peito, e diz não ter sido abordado para colocar o plano em prática.
“Eu falei que queria ficar, essa foi a minha vontade, nunca escondi isso. Mas me chateia ficar treinando no clube por quase três meses e meio e ninguém vir consultar, discutir.”
Jogador revelou em mensagem enviada à Trétis, sentimento por – segundo ele – nem ter sido procurado pela gestão de futebol do atleticana. Lateral-esquerdo disse ainda, em outra ocasião, que o “sonho” de retornar estava cada vez mais próximo, mas completou manifestação garantindo que mesmo que estivesse próximo “faltava eles (Athletico) virem”.
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Lodi retornou a Curitiba no domingo de 14 de setembro, após pedir rescisão unilateral de seu contrato com o clube saudita Al-Hilal, que ainda contesta situação. Na segunda-feira (16), passou a integrar treinamentos da equipe sub-20 do Athletico e fazer trabalhos de academia para manter a forma física. Dessa maneira ficou quase três meses dentro dos portões do Furacão.

Além das promessas públicas de retorno, meses de convivência aproximaram ainda mais a possibilidade de Lodi voltar a ser jogador do Athletico. Quebra de expectativa gerada pela assinatura de seu contrato com o Galo incomodou interlocutores no CT do Caju, que falaram – em anonimato – até sobre sentimento de “traição”.
Fato é que a direção atleticana pouco fez para que Lodi retornasse ao clube neste momento. O Athletico, inclusive, entende que uma assinatura com o jogador seria juridicamente arriscada, uma vez que o lateral-esquerdo estava livre no mercado com base em rescisão contrária ao clube que detinha seus direitos econômicos, e que garantiu – em nota – que tomaria providências legais para barrar decisão.
Em contato com a reportagem, Eduardo Freeland, diretor de futebol do Rubro-negro, confirma informação: “Total insegurança jurídica”.
O corpo de advogados de Renan Lodi, no entanto, pensa o contrário. Jogador trata situação com tranquilidade e diz ser amparado pela Fifa no caso. A rescisão unilateral se deu pois Lodi não foi inscrito para disputar a Saudi Pro League, liga nacional saudita, pelo limite de estrangeiros. Como estaria inscrito apenas na disputa da Liga dos campões da Ásia, lateral faria menos de 10% dos jogos da temporada e usou deste argumento para romper contrato.
Outro fator importante para o não retorno do jogador ao Athletico foi a parte financeira, justifica Freeland: “o Athletico sempre foi responsavel com os assuntos financeiros“. Além disso, o clube não trata a lateral-esquerda como uma prioridade para investimentos no mercado.
O jogador diz não haver problema com relação a isso e enfatiza que não foi procurado para negociar alto salário. O staff de Lodi, no entanto, tratou tema como um entrave.
O Athletico tem Lucas Esquivel e Léo Derik como opções para o setor na reapresentação da equipe principal, marcada para o dia 2 de janeiro. Claudinho, titular da equipe sub-20 e da disputa da última taça FPF representará o Furacão na disputa do Campeonato Paranaense.