Adaptado a mais de uma função, Léo Cittadini merece ser titular

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Com facilidade para se adequar ao que o time precisa, o meia de 25 anos vive ótima fase dentro da equipe

No jogo diante do Corinthians, Tiago Nunes escalou uma equipe alternativa visando a Recopa, e o que mais chamou atenção foi a configuração do meio-campo. O 4-1-4-1 se manteve, mas a forma que os jogadores agiram em campo foi consideravelmente diferente.

 

 

Léo Cittadini e Rossetto se revezaram na função de jogador que trabalha a saída de bola e oferece suporte as zagueiros, variando suas participações ofensivas. Tomás Andrade, por outro lado, esteve posicionado de forma mais adiantada. Dentro dessa realidade, existem alguns apontamentos interessantes.

 

 

Cittadini era um jogador mais ofensivo no Santos, geralmente atuando como armador principal em um sistema 4-2-3-1. Sua passagem para segundo volante acabou sendo mais por conta da falta de uma boa sequência e de atuações convincentes como “o criador” do time, e não exatamente por ele ter rendido mais/melhor jogando recuado. Em outras palavras, Cittadini, no Santos, precisava ter alguma função no elenco, porém já estava sendo deixado de lado.

 

 

Tiago Nunes encontrou o melhor Cittadini. O meia esteve extremamente confortável trabalhando a saída de bola e conduzindo entrelinhas, sendo, aparentemente, o único jogador no elenco com condições de jogar no lugar de Camacho, até mesmo por uma questão física.

 

 

Wellington é um marcador, de jogo simples, mas que não tem capacidade de condução e não é o melhor dos organizadores, Erick pisa mais na área e não tem perfil de criador, Rossetto funciona melhor “solto”, Tomás Andrade, idem (ainda que não tenha mostrado muito até agora), e Bruno Guimarães, mesmo sendo superior em todos os aspectos, deve ser escalado mais adiantado para oferecer seus recursos quase infinitos ofensivamente. Já o Lucho versão 2019 ainda é uma incógnita, pois não teve sequência, porém o perfil de saída de bola e função de “armador recuado” não foi o seu forte na passagem até aqui.

 

 

Sem Camacho, Cittadini é quem merece ocupar o seu lugar, por questões de característica e capacidade de adaptação, visto que, em poucos meses de clube, já atuou em dois papéis no meio-campo e não decepcionou. Jogando ao lado de dois interiores dedicados que se dediquem e tenham gás para a recomposição, como Bruno Guimarães, Erick ou Rossetto, é difícil imaginar que o time fique “esburacado”. Uma escalação sem Léo Cittadini para o duelo contra o River Plate, seja como “5” ou “8”, será no mínimo decepcionante.

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