Afinal, em que patamar estamos? [Parte 2]

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Nem um ano se passou do último grande título que levantamos e fomos novamente campeões de outro grande, e inédito, título.

No dia 5 de janeiro, pós título da Copa Sul-Americana, escrevi uma coluna para trazer uma reflexão sobre o nosso patamar, intitulada “Afinal, em que patamar estamos?“. Hoje, relendo tudo que foi provocado naquele momento, ainda faz sentido? Ou será que aquele pensamento já está ultrapassado e estamos ainda mais à frente do que imaginávamos?

 

O fato é que neste tempo, entre janeiro e hoje, o Athletico bicampeão paranaense com os aspirantes, perdeu a Recopa para o River Plate, foi eliminado da Libertadores nas oitavas de final pelo Boca Juniors, venceu a J.League YBC Levain Cup/CONMEBOL Sudamericana Final e foi pela primeira vez campeão da Copa do Brasil. Para resumir, foram 2 eliminações para gigantes do futebol sul americano e 3 títulos nas outras competições, sendo 1 de grande expressão. Grande, né?

 

Para 2019, nos resta apenas o Campeonato Brasileiro. Com a garantia da fase de grupos da Libertadores de 2020, o Athletico deve buscar se manter na parte superior da tabela, ou até buscar o G6, em respeito aos torcedores e em busca de mais faturamento neste campeonato, afinal, mais dinheiro em caixa representa mais possibilidades de reforços para o ano que vem. Sendo assim, até saímos na frente dos outros clubes para o ano que vem, afinal, já sabemos qual será o nosso calendário. Talvez até por isso o nível de exigência aumente um pouco, com esse privilégio de ter mais tempo para planejamento, com o forte investimento na equipe de aspirantes e com mais títulos nas costas, nos tornamos um clube que entra, pelo menos nas copas, pra brigar pelo campeonato, não mais apenas para disputá-los. Contudo, não podemos esquecer de que não se vence sempre! Então, muita calma nessa hora também.

 

Ainda temos que ter a consciência de que estamos fora do eixo RIO-SP, não temos faturamentos “garantidos” como eles têm e se estamos colhendo da forma que estamos colhendo hoje, é por darmos passos de acordo com a capacidade das nossas pernas, e é dessa forma que devemos continuar evoluindo, de forma sustentável.

 

Já que é inegável que estamos subindo de patamar, crescendo ano a ano, com times cada vez mais competitivos, com um trabalho muito sério sendo feito e que sustentam toda a performance lá dentro, qual é o limite do que podemos chegar? A partir de quando vão nos respeitar como, minimamente, deveriam nos respeitar? 

 

O que aprendi com o que escrevi na coluna de janeiro é que não adianta querer que nos considerem grandes por aí, isso não vai acontecer de um dia para o outro, mesmo que seja muito debatido. Os jornalistas “do eixo” vão dizer que o Athletico é grande, que incomoda, que tem um time bom, mas na hora H vai taxar o adversário como favorito, simplesmente pelo fato de “ser maior” e não necessariamente na bola. A única coisa que queremos é respeito! Respeito pela instituição, respeito pela torcida, respeito por todos que trabalham no clube, respeito! Pra eles, talvez esse título não mude muito, possivelmente vão ter um olhar mais atento, mas iremos continuar não sendo os favoritos, ou seja, vão continuar nas suas bolhas. Pra nós, muito muda, nos sentimos mais fortalecidos, com menos carência de títulos, mas também com mais fome de de gritar campeão!

 

E pra você? Em que patamar estamos?

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