Após goleada, Autuori respalda jovens e exalta projeto do Athletico com a base

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Confira todas as respostas da coletiva do diretor de futebol do clube

A derrota de 4 a 0 para o Operário pelo Campeonato Paranaense marcou o pior resultado do Furacão na Arena da Baixada desde a reinauguração do estádio para a Copa do Mundo de 2014. Mais do que a marca negativa, o time conheceu sua terceira derrota em três jogos no estadual, disputado com o time aspirante. Mesmo após o revés, Paulo Autuori, diretor de futebol, negou qualquer incômodo com a fase.

Ninguém gosta de perder, mas não há incômodo. Teríamos incômodo se tivéssemos saído do que foi planejado. Temos convicção, coragem no que estamos fazendo. É uma equipe jovem, tem média um pouco superior a 20 anos. Faz parte do processo de construção de nível competitivo que queremos deles”, comentou em entrevista coletiva.

Multicampeão por onde passou, o profissional de 64 anos revelou uma conversa com o jovem elenco atleticano após a dura derrota. Segundo ele, vitórias e derrotas elásticas fazem parte do processo de amadurecimento.

Falei com eles no final do jogo. Já perdi muitas vezes de quatro, ganhei de cinco. Isto é normal, vai acontecer muito (risos). Cabe a eles entender que é necessário um equilíbrio para trabalhar, saber viver entre vitórias e derrotas, alegrias e tristezas”, ressaltou.

Ao fim do jogo, alguns torcedores cobraram o clube por mais rodagem do time principal no Campeonato Paranaense, de olho na disputa da Copa Sul-Americana, que começa na próxima terça-feira (20). Autuori se incomodou com os protestos e defendeu a atuação dos jovens.

Temos uma posição. Ela não é circunstancial, senão seria oportunismo. Temos uma ideia clara, que é jogar umas duas partidas com o principal para dar andamento. Esse clube é grande porque sempre correu riscos e, de forma consciente, sabendo tirar proveito da situação“, desabafou.

Confira outras respostas da entrevista coletiva de Paulo Autuori, diretor de futebol do Athletico:

Preocupa o início do Campeonato Paranaense? O Athletico pretende incluir alguns jogadores experientes na equipe?

– O objetivo é fazer com que a “equipe A” jogue dois jogos da competição, conforme o calendário divulgado. Vamos definir que jogos são esses, não em função da derrota de hoje ou do adversário. Não vamos usar jogadores da primeira equipe em função de um resultado ou de quem vamos enfrentar. Devemos pensar no melhor momento para que isso ocorra.

Em outros anos, o Athletico mesclou jogadores jovens com mais experiência. Com novatos, a diferença para os outros times fica maior?

– Não. É óbvio que são jogadores novos e precisamos entender esse momento. Futebol não é só bom momento. Queremos que eles enfrentem as dificuldades dentro e fora de campo. As comparações são odiosas. É uma outra equipe, com outro momento. Estamos num ano completamente atípico, estávamos sem poder contratar. Tudo que acontecer daqui para frente é responsabilidade minha. Não vamos alterar nada de maneira oportunista. Os campeonatos estaduais não são parâmetro para absolutamente nada, nem o de São Paulo, do Rio de Janeiro. Isso é muito claro. Perder de 4 a 0 com a equipe jovem não é vergonha, vergonha era estar em 19º no ano passado.

Falhas individuais contribuíram para o resultado?

– É covardia falar em falhas individuais. Nas vitórias não costumo individualizar, muito menos nas derrotas. Me lembro mais dos momentos difíceis do que dos vitoriosos, porque esses nos fazem melhorar. Essas situações são clichês no futebol, especialmente depois de derrotas. Sempre depois de derrotas: “tem que ter vergonha cara”. Não vou virar as costas nos momentos difíceis, vou tentar sempre dar minha contribuição.

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