Athletico não joga bem, mas vence Metropolitanos e respira na Sul-Americana

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Agora, Furacão torce por um tropeço do Melgar (PER) na quinta-feira (13) diante do Aucas (EQU)

O Athletico suou para derrotar o modesto Metropolitanos, da Venezuela, por 1 a 0 na noite desta terça-feira (11), pela 4ª rodada da Copa Sul-Americana, em Caracas. Vitinho, de fora da área, marcou o único gol do duelo.

Em mais uma atuação apática, o Furacão se mantém vivo no torneio continental. O rubro-negro chega aos nove pontos e empata com o líder da chave, Melgar. O time peruano entra em campo na quinta-feira (13) diante do Aucas, do Equador. Um tropeço será vital para a classificação atleticana.

O próximo desafio na Sul-Americana será quarta-feira (19), na Arena da Baixada, às 21h30, contra o próprio Melgar, valendo tudo ou nada, uma vez que só o primeiro avança e, hoje, o adversário tem dois gols a mais de saldo, primeiro critério de desempate.

Com o time aspirantes, o Athletico já volta aos gramados nessa quarta (12) pelo Campeonato Paranaense, às 15h30. Sobre o Londrina na Baixada, a piazada tenta uma vitória para garantir uma vaga no mata-mata do estadual.

PRIMEIRO TEMPO

Somente a vitória interessava para Athletico e Metropolitanos. Por conta da necessidade do resultado, as duas equipes começaram o duelo se estudando, tentando com calma achar os melhores espaços. A primeira boa oportunidade foi rubro-negra. Aos 15, Jadson achou linda bola cavada para Renato Kayzer, que tentou driblar o goleiro Schiavone, mas desperdiçou a oportunidade.

A metade inicial do primeiro tempo teve intensidade bastante baixa. Cada time chutou apenas uma vez na meta adversária. O Furacão tentava furar a defesa venezuelana com velocidade, mas encontrava dificuldades no último passe.

Aos 29 minutos, novamente dos pés de Jadson, Kayzer perdeu uma chance clara. Khellven puxou contra-ataque, serviu o camisa 10, que deixou o centroavante cara a cara. O homem-gol tirou demais do arqueiro e acabou mandando para fora.

Pela situação da tabela e qualidade técnica do Metropolitanos, o Athletico deixou a desejar. 45 minutos bem fracos, sem mostrar uma evolução do que foi apresentado até o apito inicial.

SEGUNDO TEMPO

Mesmo diante dos problemas, António Oliveira não promoveu mudanças para a etapa complementar. A postura, contudo, mudou. Em 10 minutos, Vitinho, Thiago Heleno e Christian assustaram.

Jadson dava uma qualidade técnica diferenciada ao time. Com 13, fez uma boa tabelinha com Vitinho, mas o jovem parou no goleiro Giancarlo Schiavone.

Se parou em Schiavone na primeira, Vitinho aproveitou lançamento longo de Khellven, cortou para o meio e chutou rasteiro rasteiro de fora da área para abrir o marcador. Excelente fase de Vitor Hugo Naum.

O treinador português mandou para jogo Matheus Babi, Canesin e Cittadini. As mudanças não surtiram muito efeito. O ritmo caiu bastante depois do tento atleticano.

Satisfeito com o 1 a 0, o Athletico não buscou com ímpeto ampliar o marcador e não sofreu lá atrás, conseguindo mais uma vitória magra. O saldo de gols é o primeiro critério de desempate na fase de grupos da competição em que só o melhor colocado avança. Para avançar, vai ser preciso mais futebol do que o futebol burocrático e bola na rede.

FICHA TÉCNICA
Metropolitanos (VEN) 0×1 ATHLETICO

Local: Estádio Olímpico de la UCV, em Caracas
Data: 11 de maio de 2021, terça-feira
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Derlis Lopez (Paraguai)
Assistentes: Rodney Aquino e Roberto Cañete (ambos do Paraguai)
Cartão amarelo: Ferro, Bahachille e Mancín (Metropolitanos); António Oliveira, Khellven e Carlos Eduardo (Athletico)
GOL: Vitinho, aos 15 minutos do segundo tempo (ATHLETICO)

METROPOLITANOS: Giancarlo Schiavone; Bolívar, Ferro, Falcón e Cova; Bahachille, Larotonda (Gabriele Rosa), Flores e Martell (Mancín); Pavone (Rentería) e Moreno
Técnico: José María Morr

ATHLETICO: Santos; Khellven (Marcinho), Pedro Henrique, Thiago Heleno e Abner; Richard, Erick (Christian) e Jadson (Léo Cittadini); Carlos Eduardo (Fernando Canesin), Vitinho e Renato Kayzer (Matheus Babi)
Técnico: António Oliveira

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