Athletico vence Internacional na primeira decisão

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Com gol de Bruno Guimarães, o Furacão joga pelo empate para ser campeão da Copa do Brasil

Qualquer que fosse o resultado, os athleticanos tinham a certeza de que o dia 11 de setembro de 2019 ficaria marcado nas melhores memórias do Furacão. Depois de fazer uma virada quase inacreditável contra o Grêmio, nas semifinais, o clube chegou à sua segunda final da Copa do Brasil. Depois do vice campeonato em 2013, mais de 40 mil torcedores incendiaram (literalmente) a Baixada, na fé de que nesta vez o título viria. A festa na Baixada encantou não só os torcedores, mas todos os apaixonados por futebol no Brasil.

 

A missão não era fácil, os jogadores entraram em campo com a pressão de fazer um ótimo resultado em casa contra outro gigante do sul do Brasil e do mundo: O Internacional. Ver o talento de Bruno Guimarães e Paolo Guerrero, a audácia de Rony e  Khellven (18), um jogador da base athleticana ser o mais novo jogador, desde Neymar em 2010 (também com 18 anos) a participar da final de um dos maiores campeonatos da América Latina fazia o coração de qualquer fã de futebol explodir de ansiedade e orgulho. A taça estava em campo, os guerreiros também, bastava, agora, jogar.

recepção do Furacão na Arena da Baixada. Foto: Gabriel Sawaf.

 

Primeiro tempo

 

 

Os capitães Wellington e D’Alessandro conduziram suas equipes aos seus campos. O árbitro apitou e a bola começou a rolar  com o coro da torcida. Como de costume, o Athletico iniciou o jogo trabalhando muito a bola no chão, tentando achar brechas na pesada marcação do Inter, tentando bloquear a típica velocidade do time paranaense. Nos primeiros 7′ o Furacão chegou algumas vezes com Khellven, Nikão, Rony e M. Azevedo, sem conseguir finalizar.

 

O inter se limitava ao contrataque, se concentrando principalmente no campo de defesa. Aos 10′, depois de uma tentativa de contrataque colorada, O rubro-negro recuperou a bola e Rony ficou cara a cara com o gol, mas tropeçou na hora de finalizar e Rodrigo Lomba agarrou a bola. Aos 11′, Ruben chegou com muito perigo à área, mas a bola foi mandada para o escanteio pela zaga gaúcha. O Colorado pressionou a área athleticana algumas vezes, sem perigo para Santos.

 

O jogo acelerava cada vez mais. Com uma jogada bem construída de Azevedo, Rony chegou livre ao gol e chutou da grande área, passando muito perto da gaveta do gol. Tiago Nunes pedia cada vez mais velocidade, orientando Rony a disparar pelo lado esquerdo. Até os 20′, o Furacão tinha 76% de posse de bola, mas a marcação adversária fazia muito bem seu papel de frear as finalizações. Foi quando o Inter chegou com perigo pela primeira vez, com uma tabela entre Nico López e Edenílson, mas que proporcionou uma defesa fácil para Santos. O CAP continuou pressionando, aos 23′ Kheleen chutou a bola de fora da área, que quase entrou no cantinho direito do gol.

 

Depois de uma falta perigosa para o Inter, marcada por Bruno Guimarães (pendurado por cartão) e conflito entre Wellington e Moledo, o Athletico chegou com perigo duas vezes, e ambas ocorreram trombadas feias na área, com atendimento médico a Moledo e Lomba, tomando varios minutos do primeiro tempo, que já estava no último terço do tempo regular.

 

Com o tempo acabando e a ansiedade de sair na frente, teve chapéu de Azevedo em Dale, Tiago pedindo mais intensidade de Guimarães, mas a bola parecia não querer passar perto do gol. Aos 40′ Nikão toma cartão amarelo depois de um chute no peito de Guerrero e Rony insistia nos voleios e malabarismos para tentar alguma finalização. O primeiro tempo terminou aos 49′, sem gols, e com a aflição athleticana crescendo com a necessidade da vitória em casa.

 

PLACAR NO INTERVALO: 0x0

 

Segundo tempo

 

O time curitibano voltou sem alterações para a segunda parte. As orientações de Tiago foram que Cittadini, que, ao contrário do que fez na contra o Grêmio, foi quase invisível no primeiro tempo, aparecesse mais no meio, bem como Nikão e Bruno Guimarães. O jogo foi retomado no mesmo ritmo de defesa firme. Ambos os times pressionaram nos minutos iniciais, o Athletico com mais frequência, mas o Inter com muito mais perigo que na parte anterior., com investidas do ídolo peruano e de Edenílson.

 

A cobrança em Cittadini não funcionou e aos 12′ o volante foi substituído por Thonny Anderson. E foi então, na primeira jogada do centro-avante, que criando uma jogada junto com Marco Ruben, mandou a bola para o pé do Bruno Guimarães que, para a glória da torcida, mandou um chute em grande estilo na rede e deu a vantagem de 1xo para o Furacão.  A substituição caiu como ula luva, o gol mostrou que a entrada da velocidade de Anderson era o que faltava para, finalmente, o time chegar à finalização. Mas o Athletico, acertadamente, não se contentou com o gol, continuando com as cobranças de Tiago Nunes, que sabia que 1×0 não é um placar que dá folego à equipe no jogo de volta.

 

Com os ânimos afobados, Khellven leva cartão em falta e Guerreiro e, aos 21′, Marco Ruben sai depois da sua excelente participação no gol, sendo substituído por Marcelo Cirino. Aos 27′, Rony arranca e dribla  toda a zaga adversária e manda um chute perfeito para o gol. Mas Lomba se esmerou e fez uma defesa espetacular, impedindo o Furacão de aumentar o placar. Aos 30′, o Inter deixa a bola viva na área do Athletico e Wellington, muito bem, impede Lindoso de estufar a rede, mas dando o rebote para Guerreiro, que teve seu chute defendido pelo (milagroso) Santos. Com o Colorado avançando mais, Tiago Nunes recorreu à experiencia de Lucho Gonzalez para recompor o meio, substituindo Rony.

 

Apesar da dificuldade de manter a vantagem de apenas um gol no próximo jogo, a opção de evitar o empate, ainda mais que o Inter saía cada vez mais no jogo. Portanto, um maior volume no meio de campo e mais concisão na defesa foi o temperamento do Athletico na continuidade do jogo. Mas não pode-se dizer que o time estava satisfeito com a vitória magra no difícil jogo, já que, o time virou uma vantagem de 2×0 do Grêmio. O árbitro apita o fim de jogo aos 49′, o torcedor comemora, mas continua inquieto por saber que, semana que vem, terá a missão desafiadora de manter o empate no Beira-Rio. Novamente, haja coração!

 

PLACAR FINAL: 1×0

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