Canobbio fala sobre adaptação e garante que sair ‘não passa pela cabeça’

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Atacante ainda mencionou as grandes viagens e o gramado sintético como dificuldades na adaptação ao futebol brasileiro

Agustín Canobbio revelou que teve momentos em que repensou a decisão de assinar com o Athletico, mas garantiu que isso “não passa mais pela cabeça”. Em entrevista ao canal uruguaio Aweno TV, Canobbio falou sobre seu processo de adaptação ao futebol brasileiro.

Hoje te diria que isso não passa pela minha cabeça. Mas há não muito tempo atrás isso passava muitas vezes. Quando está sozinho começa a pensar em muita coisa, mas depois você se acostuma. Também depende muito do momento esportivo em que está, um mês atrás, quando não vinha jogando, pensava mais nisso.

Canobbio, quando perguntado se a escolha de deixar o Peñarol foi a decisão certa

Atacante destacou a distância das viagens como um dos fatores que dificultou na adaptação ao futebol brasileiro: “É muito difícil. Para São Paulo é uma hora de avião, Belo Horizonte uma hora e meia, Porto Alegre o mesmo, para todo lado é pelo menos uma hora de avião”. Canobbio ainda mencionou a família e os amigos estrangeiros de Athletico como um apoio:

“Primeiro na família, é o principal. Depois quando ia treinar tinha a companhia dos ‘gringos’, chamam assim os estrangeiros, e depois foi trabalhar, fazer o seu, confiar em si mesmo.”

A fase melhorou

Em 21 jogos disputados em 2023, Canobbio já acumula sete participações em gol – quatro a mais do que teve em 39 jogos no ano passado. Recorte é ainda melhor quando se analisa os últimos três jogos do Furacão, contra Internacional – assistência – Coritiba – gol da virada no último minuto – e Botafogo, atacante teve boas atuações e voltou a ganhar a confiança, e a titularidade, no esquema de Paulo Turra.

Mesmo melhor que em 2022, temporada atual viu oscilações de Canobbio, que lembrou de seu início no Peñarol como comparação: “Foram dois momentos distintos, Num primeiro momento as jogadas não terminavam bem, se mudou algo eu sinceramente fui muito tranquilo, deixei mais que a vida, sangue suor e lágrimas. Senti que fui bem, num segundo momento”.

Canobbio teve início ruim na carreira pelo clube uruguaio e chegou até a ser emprestado ao Fênix – também do Uruguai – por duas temporadas. Quando retornou, em 2021, venceu o prêmio de melhor jogador do campeonato nacional do país.

Canobbio teve momentos distintos em sua passagem pelo Peñarol | Foto: Divulgação/Peñarol

Outro ponto difícil na adaptação foi a grama sintética da Arena da Baixada, segundo o jogador, que diss ainda estar tentando se acostumar:

“Todos os clubes que vem aqui, brasileiros, de algum outro país, todos demoram e nenhum gosta de jogar. Nós temos mais tempo no campo, e tem coisas de domínio, de controle de bola, que são difíceis pelo gramado. Não é um gramado que é artificial e natural, tem a grama artificial e em baixo uma terra de coco, molha a bola.”

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