Confira as notas da derrota do Athletico na Colômbia

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Bruno Guimarães foi o melhor, já Zé Ivaldo teve atuação ruim como lateral-direito

O Athletico estreou com derrota na Libertadores de 2019 em um jogo que a equipe desperdiçou chances de gol e acabou sendo punida na bola alta. O destaque atleticano na partida foi Bruno Guimarães, com alta precisão nos passes e muito participativo durante toda a partida.

 

O Furacão começou a partida tentando controlar o Tolima com a posse de bola e chegou a criar algumas chances, principalmente pela esquerda com Rony e Renan Lodi. No entanto, ao longo do primeiro tempo o ritmo atleticano caiu e os colombianos começaram a se sentir confortáveis na partida. Após a saída de Madson, aos 10 minutos do primeiro tempo, Tiago Nunes foi obrigado a utilizar Zé Ivaldo como lateral direito.

 

E foi explorando a falta de velocidade do zagueiro, improvisado na lateral-direita, que o Tolima conseguiu criar suas melhores chances na partida. Porém, o gol saiu em uma bola aérea após uma falta boba cometida por Camacho na entrada da área. O goleiro Santos rebateu uma fraca cabeçada para o meio da área e acabou levando o gol no rebote.

 

O Athletico ainda conseguiu melhorar seu desempenho na segunda parte e chegou a marcar dois gols, que foram bem anulados pela arbitragem. Em busca do empate, o Furacão se jogou para o campo de ataque e acabou deixando brechas para os contra-ataques do Tolima, tornando o segundo tempo um jogo bem mais aberto.

 

Os destaques negativos da partida foram as bola altas defensivas, Thiago Heleno e Léo Pereira ainda parecem estar sem ritmo de jogo, o que atrapalha muito um zagueiro que depende do tempo de bola. Essa foi a principal falha que o treinador Tiago Nunes deve se preocupar, as melhores chances do Tolima foram criadas em bolas levantadas.

 

Confira as notas:

 

Santos (4) – Falhou ao espalmar a bola do gol para o meio da área, mas conseguiu intervir em outras oportunidades. Mesmo assim, não fez nenhuma grande defesa.

 

Madson( sem nota) – Se machucou com 10 minutos de jogo e não pode mostrar seu futebol. Foi substituído por Zé Ivaldo.

 

Thiago Heleno (5) – Ainda voltando a sua melhor forma o capitão do Athletico teve um bom desempenho nas antecipações, principalmente no segundo tempo. Mesmo assim sua partida foi ruim, perdendo duelos pelo alto e ainda sem tempo de bola.

 

Léo Pereira (4) –  Também sem ritmo, o zagueiro se precipitou em muitas jogadas de criação ofensiva, perdeu jogadas aéreas e pecou no tempo de bola. Abusou de lançamentos longos e cruzamentos do meio do campo, além de estar inseguro na marcação. Precisa melhorar.

 

Renan Lodi (6) – Fez um primeiro tempo tímido e restrito a marcação, já no segundo se soltou e foi peça importante para o ataque atleticano. Foi bem mais uma vez, mas podia ter sido mais utilizado em jogadas de ultrapassagem, quase que a totalidade dos seus cruzamentos foram feitos da intermediaria, o que facilitou para a defesa do Tolima.

 

Camacho (4) – Pouco agregou na parte ofensiva e não comprometeu na defensiva. é um atleta que organiza muito bem a saída de bola e tem um bom passe, qualidades que nesta partida foram úteis mas não serviram para mudar o resultado do jogo. A pouca inspiração de Camacho interferiu também no desempenho de Bruno Guimarães, que precisou se desdobrar ainda mais para conseguir dar dinâmica ao time. Saiu no segundo tempo para a entrada de Marcelo.

 

Bruno Guimarães (7) – Foi o melhor jogador do Athletico na partida. Se mostra confortável com a função de marcação e criação, sendo o jogador mais dinâmico da equipe na Colômbia. Criou a maior parte das jogadas ofensivas e teve participação em todos os setores do campo, atuando em uma faixa um pouco mais recuada que seu companheiro Tomás.

 

Tomás Andrade (5) – Muito bem na distribuição de jogo, sempre chamando a responsabilidade e não se escondendo. Foi mal no primeiro tempo, sobrecarregando Bruno Guimarães, mas quando entrou no jogo foi importante para a criação de jogadas. Com uma maior participação de Andrade o Athletico teve um segundo tempo de muitas chances de gol. Com um pouco mais de sorte teria dado uma assistência para Thiago Heleno. Mesmo assim faltou efetividade nas suas ações, por mais que tenha participado bastante durante o segundo tempo, não conseguiu municiar Marco Ruben nenhuma vez.

 

Nikão (5) – Foi importante segurando a bola no campo de ataque e em algumas inversões de jogo, mas demostrou muito pouco para um jogador com a sua importância. Foi pouco participativo e pareceu se conformar com o encaixe da marcação adversária. No segundo tempo, ao trocar de lado, fez participações mais importantes e até conseguiu arrematar duas bolas, ambas sem perigo. Saiu para a entrada de Braian Romero no segundo tempo.

 

Rony (5) – Afoito no momento de decisão, mas muito participativo na marcação e transição ofensiva. Melhorou no segundo tempo, assim como toda a equipe, mas deixou a desejar na hora da tomada de decisão. Mesmo assim foi o jogador com mais arremates a gol e também o que mais tentou jogadas individuais e cruzamentos.

 

Marco Ruben (4) – Pouco municiado, o atacante argentino dependeu muito do rendimento dos seus companheiros, que não conseguiram criar jogadas para ele. Criou pouco perigo para a meta adversária e ficou preso na marcação, poderia ter participado mais, mas sua característica não permite que ele saia da área como Pablo fazia, é muito mais um jogador de finalização.

 

Zé Ivaldo (4) – Entrou improvisado de lateral-direito após a lesão de Madson e teve sua vida transformada em um inferno pelo ponta esquerda do Tolima. Perdeu todas as jogadas em velocidade e só não foi fruto de mais gols pela incompetência dos colombianos. Era de longe o ponto fraco do Athletico na partida. Não comprometeu diretamente, mas foi péssimo na marcação e inseguro no ataque e criação de jogadas.

 

Marcelo (4) – Entrou para dar outra cara ao Athletico e pouco fez. Conseguiu ganhar algumas jogadas na velocidade, mas não consegue mais ser aquele Marcelo rápido e objetivo. Segurou a bola na esperança de cadenciar e não criou nenhuma chance de gol.

 

Braian Romero (sem nota) – Entrou no final e com poucos minutos não teve oportunidade de demostrar seu futebol pro completo.

 

Tiago Nunes (6) – Fez o que podia para tentar a vitória. Escalou a equipe de uma maneira diferente do ano passado, tentando melhorar alguns aspectos que eram fracos e não inventou nenhum tipo de improvisação até a lesão de Madson. A entrada de Zé Ivaldo pode até ser questionável, mas sem nenhum lateral direito de oficio no elenco a opção por um zagueiro pareceu ser a mais sensata naquele momento de jogo. Sua segunda mudança foi a tirada de um volante para colocar um atacante, o que prova que ele queria realmente o empate ou vitória. Coletivamente o time foi bem, conseguindo criar chances de gol e só não teve melhor sorte por detalhe.

 

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