Conhecendo o adversário: Boca Júniors

Compartilhe

Cabeça de chave do grupo G, os xeneizes vão comemorar o aniversário do Athletico no Caldeirão

Alguns atleticanos ficaram eufóricos, outros mais receosos, com o sorteio do Athletico no Grupo G da Libertadores. Esses sentimentos divididos tem relação com o cabeça de chave Boca Júniors. Pela primeira vez vamos encarar a La Bombonera, estádio com capacidade para 52 mil torcedores e lugar de muita pressão. Quis o destino que o primeiro embate da história entre as duas equipes fosse realizado na Arena da Baixada, no dia do aniversário de 95 anos do Furacão, 26 de março.

 

O encontro com o tradicional estádio argentino ficará para o dia 09 de maio, última rodada da fase de grupos (Clique e confira todas as datas da fase de grupos). Antes enfrentamos o maior rival do Boca, o River Plate, pela Recopa, com datas ainda não definidas. A possibilidade de jogar contra os dois maiores times argentinos na mesma temporada é um desafio que não acontece com um clube brasileiro desde 2001.

 

Foto: Reprodução/ Diário Olé

 

O Club Atlético Boca Júniors tem 113 anos de idade. Nesse período levantou 18 títulos internacionais, sendo 3 Mundiais, 6 Libertadores e 2 Sul-americanas. Ao lado do Independiente, também da Argentina, é o clube sul-americano com maior número de conquistas internacionais. Venceu também 33 campeonatos e 12 copas argentinas. Basicamente, um dos gigantes do continente.

 

Na atual temporada 2018/2019 o clube vem fazendo uma Superliga Argentina mediana para seus padrões. Em 13 partidas disputadas de 25 totais, o Boca Júniors está em 6º lugar, somando 24 pontos. Devido ao impasse na final da Libertadores, o clube teve duas partidas adiadas na liga argentina. O líder do campeonato é o Racing, com 36 pontos. Atualmente, o Boca estaria apenas se classificando para a Copa Sul-Americana de 2020. Na Superliga o Boca tem  17 gols por jogo (oitavo melhor ataque) e 10 gols sofridos (quarta melhor defesa), esses bons números dão o tamanho da dificuldade que serão esses dois confrontos contra os argentinos.

 

O Boca conseguiu sua vaga para a Copa Libertadores de 2019 por ter sido campeão da temporada 2017/2018 da Superliga Argentina, quando fez uma campanha irrepreensível e venceu a competição liderando desde a terceira rodada. Foram 18 vitórias, 4 empates e 5 derrotas. Recentemente os xeneizes foram vice-campeões da Libertadores, o golpe foi mais duro do que se esperava, afinal a derrota foi para o River Plate. A mudança no comando técnico e um período de mudanças no elenco também deve se passar nesta janela de transferências.

 

De olho

 

Foto: Reprodução/ Diário Olé

 

O vice-campeonato deixou marcas no time dos amarelos e azuis, o treinador Guillermo Barros Schelotto saiu e algumas alterações no elenco são esperadas neste final de ano. Os nomes mais cotados para assumirem a equipe, e consequentemente estar na Arena em março, são José Pekerman, ex treinador da Seleção da Colômbia, e Gustavo Alfaro, atual técnico do Huracán.  

 

Com a certeza da mudança no comando técnico, o Boca Júnior que vai jogar contra o Athletico em março deve ter muitas alterações, principalmente na maneira de se jogar. O clube deve manter peças importantes como Pavón, Nández e Mauro Zárate. Edwin Cardona é outro jogador que foi importante na conquista da temporada passada, mas devido a um desentendimento com Schelotto não vem jogando. Uma possível chegada de Pekerman pode mudar a situação do jogador no elenco, com 26 anos o meia é colombiano e já trabalhou diversas vezes com o treinador argentino na seleção da Colômbia. Recentemente o atleta foi especulado como possível reforço do São Paulo, mas as especulações não avançaram.

 

Os dois principais destaques dos xeneizes na temporada são Pavón e Pablo Perez. Pavón tem 22 anos e é uma das principais revelações do futebol argentino no momento, destro, o jogador é um dos artilheiros da equipe com 4 gols e ainda deu 2 assistências. Perez é o garçom, o volante já deu 8 assistências até aqui na temporada 2018/2019. Ele é um dos jogadores que mais sofreram após a derrota para o River, mesmo sendo destaque, a torcida não sente tanta confiança no jogador que também pode ser negociado se alguma proposta chegar nesta janela. Além desses promissores jogadores o Boca tem velhos conhecidos da torcida brasileira. O atacante Carlos Tevez faz parte do elenco atual do clube e já declarou que pretende jogar no clube em 2019. O ex-atacante do Cruzeiro, Ramon Ábila, também joga no Boca Júniors. Outro atacante muito popular no Brasil, principalmente após a semi contra o Palmeiras, é Darío Benedetto, famoso pelas boas atuações e gols nesta reta final de temporada. O jogador tem 12 jogos na temporada atual e fez 5 gols. 

 

Curiosidades

 

Foto: Reprodução / Um gringo em Buenos Aires

 

A origem do seu nome tem muita relação com a cultura argentina, onde as pessoas costumam torcer para o time do bairro onde moram ou nasceram. A capital da Argentina conta com 29 clubes profissionais, 17 estádios filiados a AFA, todos com grande representação regional, bairrista. La Boca é o bairro do Boca Júniors, ele fica próximo ao porto de Buenos Aires. Inteiramente pintado de amarelo e azul, o bairro traduz a paixão que os torcedores têm pelo Boca, contudo o clube – assim como seu maior rival River Plate – tem abrangência nacional e acaba agregando muitos torcedores por toda a Argentina.

 

O apelido de xeneizes também tem origem no bairro de La Boca e na emigração. Por ser um próximo ao porto da cidade muitos emigrantes italianos acabaram se instalando ali. A maioria desses estrangeiros eram da cidade de Gênova, uma província da Itália onde se falava o dialeto ligur. Gênova se chamava Zena no dialeto ligur, é daí que vem o apelido do Boca Júniors. Quem nasce em Zena se chama “zeineixis” em uma maneira argentina de se falar espanhol a pronúncia acabou sendo adaptada para xeneizes e assim ficaram conhecidos os torcedores do time de La Boca, o Club Atlético Boca Júniors.

 

 

Veja também