Dia de Atletiba termina sem conflito entre as torcidas

Compartilhe

Segundo delegado da Demafe, não foi registrada nenhuma ocorrência de conflito e clima dentro do estádio foi "bem tranquilo"

A Delegacia móvel de atendimento a futebol e eventos (Demafe) não registrou nenhuma ocorrência de confronto entre as torcidas de Athletico e Coritiba neste domingo (14). Segundo o delegado Luis Carlos de Oliveira, apenas cinco casos foram registrados – quatro por posse de drogas e um por desacato policial.

Oliveira ainda afirma que “dentro do estádio foi bem tranquilo”, e que a delegacia registrou apenas um caso de “quebra-quebra”, em ônibus da região metropolitana de Curitiba, na véspera do jogo.

O Atletiba de ontem foi o primeiro com a presença das duas torcidas desde março de 2022, e teve entre as mais de 30 mil pessoas presentes, 1600 torcedores do Coritiba, que lotaram setor destinado a eles na Arena da Baixada. Jogo foi marco da luta das torcidas organizadas de ambos os clubes contra as medidas de torcida única, que estavam acordadas entre Athletico e Coritiba para a disputa dos clássicos neste ano, como se deu no estadual.

Como noticiado pela Trétis, diretores de ambas as organizadas se reuniram com forças de segurança e representantes dos clubes no Batalhão de Choque da polícia em conversa que decretou o fim da torcida única no Paraná. Membros das torcidas já haviam participado de debate no plenário da Assembleia Legislativa do Estado em conversa com a Deputada Estadual Ana Julia Ribeiro (PT), que tem projeto de lei em construção que busca minimizar a violência relacionada ao futebol.

Reunião entre diretores das torcidas organizadas de Athletico e Coritiba se posicionou contra a torcida única | Foto: Alep

Ana Julia comemorou o Atletiba sem ocorrências em entrevista à UmDois Esportes: “O Atletiba de ontem foi histórico, resultado de uma construção intensa entre as torcidas organizadas, os clubes e as forças de segurança pública”. Em falas exclusivas à Trétis na última semana, a deputada comentou sobre tentativa de combate à violência:

“O objetivo do projeto de lei, do que temos construído, é para que a gente tenha uma política de segurança preventiva mais forte e para que a gente tenha um contato maior entre as torcidas organizadas, os clubes, a polícia, etc. Mas também é de garantir aos torcedores um espaço de manifestação, de exercício das torcidas.” Confira reportagem completa sobre a proposta.

*Apuração em conjunto com Ernani Ogata

Veja também