Encontramos a fórmula ideal?

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Desde 2012, após diversos tipos de testes e alternâncias na política de uso do time alternativo no estadual, encontramos a fórmula ideal?

Dando uma pausa no nosso entusiasmo libertadorístico, hoje eu vim aqui falar sobre o campeonato estadual, mais precisamente sobre a nossa polêmica utilização de time alternativo nesse campeonato. Pra ficar uma análise mais completa, começarei pelo princípio, ou seja, a partir do momento em que a atual gestão assumiu o clube, em 2012. E, por fim, os times-base são aproximados, porque naturalmente ocorriam variações entre os jogos.

 

Começamos então por 2012, neste ano que tínhamos um calendário de Paranaense, Copa do Brasil e Série B, já que havíamos sido rebaixados no ano anterior. Se já não bastasse um ano ruim, ainda jogaríamos fora da Arena, fechada para reformas pra copa de 2014. Naquele estadual o time era: Rodolfo; Cleberson, Manoel, Bruno Costa e Renan Foguinho; Deivid, Paulo Baier, Renan Teixeira; Zezinho, Guerrón e Edigar Junio. Técnico: Juan Ramon Carrasco. Entramos pra ser campeões, como em todos os anos, porém, terminamos o campeonato na segunda colocação.

No mesmo ano já anunciamos que utilizaríamos o sub-23 no estadual seguinte, com a intenção de revelar jogadores e dar cancha aos mais jovens, visto que o campeonato só da prejuízos financeiros e até técnicos, em caso de lesão por jogar em gramados ruins. Outro benefício era o de alongamos a nossa pré-temporada da equipe principal. Após o anúncio, e como quase tudo no Athletico, gerou muita polêmica e deu muito assunto para rodas de discussão e debates na TV. Mas, como sempre, inovamos e peitamos dar sequência nessa decisão.

 

Em 2013, enquanto a equipe principal disputava a “famigerada” Marbella Cup, o nosso time do estadual era: Santos; Erwin, Rafael Zuchi, Bruno Costa e Heracles; Renan Foguinho, Hernani, Edigar Junio e Zezinho; Crislan e Douglas Coutinho. Técnico: Arthur Bernardes, ou para os mais íntimos, Arthur Empates. Notamos que deste time, alguns vingaram e outros não, de qualquer forma, não tínhamos a expectativa de sermos campeões, o que de fato não aconteceu, conseguindo a mesma colocação do ano anterior, vice-campeões. Seria mais justificável e aceitável na época este tipo de política no estadual caso o resultado da equipe principal fosse melhor, afinal, o argumento de muitos torcedores era de que esse era o único torneio com possibilidades reais de título, não podíamos simplesmente desvalorizar e deixar de lado. Bom, acontece que neste ano fomos vice-campeões da Copa do Brasil e terminamos em 3º colocado no Campeonato Brasileiro. Que início!

 

Da mesma forma, fomos para 2014 com o sub-23 e tínhamos um time próximo de: Rodolfo; Mário Sérgio, Ricardo Silva, Lucas Alves e Sidcley; Otávio, Hernani, Zezinho e Marcos Guilherme; Harrison e Juninho. Técnico: Petkovic. Havia uma grande expectativa para este ano, jogadores com potencial e ano de Libertadores! Da mesma forma que a expectativa foi alta, a execução foi baixa, o rendimento no paranaense não foi muito bom, chegamos até a utilizar jogos para dar ritmo ao Adriano Imperador, contratado na época. Mas, caímos na semi-final do estadual. Para a equipe principal, também foi ruim, mesmo tendo passado por aquele jogo épico contra o Sporting Cristal, tínhamos um time muito limitado e fomos mal na Libertadores, o que colocou mais uma vez em dúvida a decisão de “desprezar” o campeonato estadual, afinal, essa era a nossa realidade. Contudo, seguimos com a mesma ideia de utilização para o ano seguinte, mesmo pressionados por parte da torcida e imprensa. E, por conhecimento, no Brasileirão ficamos em 8º, colocação tranquila e que deu fundamento para continuar com a ideia de alongar a pré-temporada, porque até então, não passávamos de um time que só disputava para não cair de divisão.

 

Em 2015, talvez um dos piores anos desta política, começamos normalmente o torneio. O time era: Lucas Macanhan; Mário Sérgio, Lula, Marcão e Sidcley; Matteus, Zé Paulo (Marco Damasceno), Gustavo Marmentini (Pedro Paulo) e Bruno Pelissari; Cryzan (Juninho) e Caíque. Técnico: Marcelo Vilhena. Acontece que os resultados foram ainda piores do que nos anos anteriores e a pressão da torcida e imprensa só aumentou, quando a diretoria resolveu colocar a equipe principal em campo, para tentar recuperar o ano perdido e para dar cancha aos jogadores, a pedido do técnico, já que estavam sem calendário. Aquele time principal, pelo menos no paranaense, tinha: Weverton; Eduardo, Gustavo, Lula e Natanael; Paulinho Dias, Otávio, Bruno Mota e Felipe; Marcos Guilherme e Douglas Coutinho. Técnico: Enderson Moreira. De nada adiantou, o time sem ritmo, pouca qualidade técnica e mal treinado acabou perdendo os jogos e neste ano disputamos o fatídico TORNEIO DA MORTE! Menos mal que neste torneio vencemos com facilidade, mas desestabilizou todo a intenção do modelo adotado nos anos anteriores. Sendo assim, fomos para o estadual de 2016 com a equipe principal. Para conhecimento, naquele ano terminamos o Brasileirão em 10º colocado e as coisas mudaram muito durante o ano, tendo como ponto importante também a reeleição da diretoria.

 

Em 2016, começamos a investir um pouco mais em contratações do que estávamos acostumados, com a diretoria precisando cumprir as promessas de campanha, adotamos a ideia de realizar contratações antes de iniciar a temporada e integrar todo o futebol, ou seja, com Paulo Autuori no comando, seria realizado um trabalho de profissionalização total e integração entre as categorias de base até a equipe principal, definindo institucionalmente um estilo de jogo, entre outras questões mais específicas. Com isso, fomos para o estadual da seguinte forma: Weverton; Léo, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Jádson, Nikão, Pablo e Ewandro; Walter. Técnico: Paulo Autuori. É notável a diferença de qualidade em relação aos times anteriores e, com facilidade, vencemos aquele estadual no famoso “5 coxinhas” do Walter. Pelo Brasileirão, ficamos em 6º e por sorte, no mesmo ano em quem virou “G6”, com isso, estávamos classificados para a Pré-Libertadores!

 

Em 2017, com calendário para jogar Pré-Libertadores logo no início do ano, decidimos por usar o Sub-23 no estadual novamente, porém, com possibilidade de mesclar alguns jogos com a equipe principal, para não perder o ritmo de jogo. Sem nenhum time fixo, a equipe girava em torno de: Weverton; Léo (Cascardo), Zé Ivaldo (Wanderson), Marcão e Nícolas; Luiz Otávio (Otávio), Matheus Rossetto (Yago), Matheus Anjos (João Pedro) e Nikão (Lucho); Cryzan (Eduardo da Silva) e Murillo (Grafite). Técnico: Paulo Autuori. Neste ano, com atenção dividida em outras competições, não tivemos o mesmo rendimento do ano anterior, as contratações para a equipe principal não vingaram em sua maioria e acabamos sendo vice-campeões no estadual. No Brasileirão, o rendimento também foi baixo, após a “caída para cima” de Autuori, que deixou de ser técnico para virar uma espécie de gestor, trocamos de técnico algumas vezes e terminamos em 11º, pior colocação desde que subimos para a Série A. Sendo assim, em 2018, reestruturamos tudo novamente, mantivemos as boas ideia de Autuori, que deixou de ser gestor no final de 2017, apostamos em Fernando Diniz para a equipe principal, dando mais tempo de preparação e assimilação de estilo de jogo e voltamos a usar outro técnico e outro time no campeonato estadual. Técnico este que foi contratado ainda na era Autuori e treinava o chamado “Aspirantes” desde 2017. Tiago Nunes o nome dele, conhecem?

 

De fato, 2018 foi o melhor dos anos e é de encher a boca pra falar deste acerto, o nosso time era: Caio; Diego Ferreira, Zé Ivaldo, Léo Pereira e Renan Lodi; Deivid, Bruno Guimarães, Matheus Anjos, João Pedro e Marcinho; Ederson. Técnico: Tiago Nunes. Notem que houve uma mudança na nomenclatura, não era mais um sub-23, agora temos a chance de usar essa equipe pra recuperar jogadores, além da grande utilização dos jogadores de base, assim como houve um princípio disso com o Adriano Imperador em 2014. Ainda nesse elenco de 2018, tínhamos Emerson e Pierre, por exemplo, para passar experiência aos jovens jogadores. O resultado desta vez, superou as expectativas, tivemos 1 derrota no campeonato inteiro, com uma atuação impressionante dos jogadores e fomos campeões do torneio. Neste ano, além de revelar grandes peças que hoje são essenciais no time principal, “revelamos” ou “descobrimos” o melhor técnico que aqui passou até então. Claro que nem tudo foram flores neste ano, tivemos grandes turbulências com Fernando Diniz a frente da equipe e também no quesito “Diretoria x Torcida Organizada”, que se estende até hoje. O fato é que foi o melhor ano dessa gestão, com mais acertos do que erros, que também nos levaram ao nosso primeiro título internacional, a Copa Sul-Americana!

 

Agora, após todos os tipos de testes que poderíamos fazer, um caminho dolorido de erros e aprendizado durante todos esses anos, chegamos na fórmula ideal? Ou foi um ano atípico?

Após expor toda a história, vejo alguns cenários a seguir para concluir:

 

Opção 1:  No ano de 2019, foi buscado realizar algo próximo ao ano anterior, o melhor dos anos, apostamos nos aspirantes, mesclando jogadores de base com potencial e jogadores mais experientes em redenção, e na revelação de um novo técnico, e, de fato, encontramos a fórmula. Em um campeonato fraco, fizemos a melhor campanha, apesar de um 1º turno fraquíssimo, vencemos o 2º turno e fomos bicampeões com os ASPIRANTES.

 

Opção 2:  No ano de 2019, foi buscado realizar algo próximo ao ano anterior, o melhor dos anos, apostamos nos aspirantes, mesclando jogadores de base com potencial e jogadores mais experientes em redenção, e na revelação de um novo técnico. Parece que o Tiago Nunes foi um achado mesmo, Guanaes não chega perto. Mas mesmo assim, em um campeonato fraco, fizemos a melhor campanha, apesar de um 1º turno fraquíssimo, vencemos o 2º turno e fomos bicampeões com os ASPIRANTES.

 

Opção 3:  No ano de 2019, foi buscado realizar algo próximo ao ano anterior, o melhor dos anos, apostamos nos aspirantes e na revelação de um novo técnico, porém, parece que achar Tiago Nunes foi raridade mesmo. Em um campeonato fraco, conseguimos até fazer a melhor campanha, apesar de um 1º turno fraquíssimo, mas a equipe não teve qualidade o suficiente pra vencer as finais do segundo turno e foi eliminada. OU (a equipe, apesar de vencer o segundo turno, não conseguiu vencer o Toledo na final e foi vice-campeã).

 

E aí, qual opção você encerraria essa história em 2019? Não concorda com elas? Qual seria a sua opção ideal? O fato é que só os jogadores e comissão técnica que podem realmente ditar esse final, e vamos torcer pra que seja positivo novamente!

 

E pra você torcedor atleticano, após relembrar tudo que passamos desde 2012, encontramos o formato ideal em que extraímos o melhor na competição? Ou foi apenas um ano de sorte? Não deixe de expor a sua opinião também!

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