Entre todos os reforços para a temporada, Rony pode ser o mais impactante

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Depois de um ano de transição, o meia-atacante promete grande evolução com o decorrer do ano

Não, o colunista não está louco. E também não estava em coma no ano passado. Rony chegou ao Athletico em 2018 e participou de 23 partidas, alternando entre os papéis de coadjuvante e jogador determinante para a equipe. Entretanto, se fossemos analisar superficialmente, daria para apontar sua primeira temporada pelo Furacão como transicional. Existiam jogadores com a moral mais elevada dentro do elenco que já apareciam como protagonistas no momento em que o meia-atacante estreou. Sendo assim, em geral, ele foi “um bom substituto”.

 

Em 2019, Rony começa como titular, na vaga que era de Marcelo Cirino. É bom dizer, inclusive, que essa mudança no 11 inicial já deveria ter acontecido antes. Porém, como dito, Tiago Nunes já tinha as suas peças principais definidas naquele ponto. Uma pré-temporada de muitos treinamentos e alguns amistosos serviram para esclarecer o cenário. Rony, que agora aparece em outro patamar dentro do elenco, tenta se tornar um dos grandalhões do time. E têm condições.

 

Apesar de Tomás Andrade, Braian Romero, Léo Cittadini e outros aparecerem como opções potenciais, nenhum desses jogadores parece ter o que o Rony pode nos oferecer em termos de crescimento e produtividade. Existe algo no jogo do nosso atual camisa 7 que não é encontrado constantemente em jogadores de futebol: bravura, coragem e ousadia, no popular. Rony não é exatamente o craque do time olhando puramente para a parte técnica, mas é provavelmente o jogador mais incisivo de Tiago Nunes.

 

É possível, por exemplo, fazer uma comparação com Nikão. O canhoto é tecnicamente melhor na comparação com o seu colega de equipe, com a bola praticamente colada nos pés e muita precisão na execução das jogadas, porém não é tão agressivo com a bola nos pés, deixando a cadência acima de tudo. Sendo assim, Rony provavelmente perderá mais bolas e possivelmente até desperdice um bom número de oportunidades. Entretanto, ele sempre estará nos melhores momentos ao final da partida.

 

E, quem tenta muito, acaba criando. Quando recebe a bola, Rony quase sempre é o jogador que proporciona a quebra do ritmo comum, das jogadas mecânicas, tentando acelerar e desconstruir a marcação. Jogando pelo lado esquerdo, tem facilidade e muita rapidez em seus movimentos para se desvincilhar do marcador e tentar a batida. Pelo lado direito, como aconteceu diante do Tolima, tem mais facilidade de realizar o desmarque e ir para a linha de fundo, ainda que perca sua “jogada principal”.

 

Ainda muito jovem, Rony, de 23 anos, pode até irritar os torcedores em alguns momentos por parecer excessivamente afoito. Ainda assim, é facílimo encontrar a gana presente em seu jogo, com a ferocidade nos movimentos que levam para a intermediações da área adversária. E é fundamental ter um jogador assim no elenco. Para um jogo mais cauteloso, deixe que os outros compensem. Para infernizar o adversário, temos Rony.

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