Equipe de Aspirantes novamente revela bons jogadores; Confira as notas do elenco

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Erick é o principal destaque do paranaense de 2019

Pelo segundo ano seguido o Athletico é campeão paranaense utilizando uma equipe de Aspirantes. Desde 2013 o Furacão tem a política de utilizar essa equipe composta por jovens da base para jogar o Campeonato Paranaense (o time principal foi utilizado apenas em 2015 e 2016). Os Aspirantes sempre deram retorno para o clube, tanto técnico como financeiro, do início do projeto até aqui já foram R$ 130 milhões em vendas de jogadores que passaram pela equipe. Otávio, Hernani, Marcos Guilherme, Douglas Coutinho e Sidcley são alguns exemplos de jogadores amplamente utilizados pela equipe principal e com passagem pelos Aspirantes. Todos eles ainda renderam boas vendas.

 

Contudo, a principal virtude desse projeto não é necessariamente ser campeão, mas abastecer a equipe principal com jovens revelações. Nesse aspecto, o sub-23 sempre foi cirúrgico, principalmente nestes dois últimos anos. Jogadores como Lucas Halter, Erick e Khellven devem receber oportunidades na equipe de Tiago Nunes, outros como Jáderson e Vitinho conseguiram mostrar que tem qualidade para compor o elenco principal.

 

Para tentar ilustrar como cada jogador se saiu no campeonato, a Trétis preparou uma análise dos atletas utilizados pelo treinador Rafael Guanaes na campanha do bicampeonato. O único critério utilizado foi ter participado de pelo menos 3 partidas.

 

Confira as notas:

 

Léo (6) – O goleiro fez um campeonato regular, levando oito gols em 14 jogos que disputou, mas não inspirou confiança, principalmente nas partidas finais da competição. Pegou dois pênaltis importantes contra Coritiba e Toledo, mas precisava ter demonstrado mais ao longo do campeonato para se justificar.

 

Khellven (8,5) – Disputou nove jogos (apenas um como reserva) e foi bem durante a maior parte do tempo. Começou jogando ótimas partidas, mas foi caindo de rendimento gradativamente, chegando no momento mais decisivo do campeonato com um desempenho irregular. Mesmo assim, é um dos grandes valores revelados neste ano. Vai muito bem na parte ofensiva, mas precisa melhorar na marcação. Com 18 anos é uma jóia que deve ser lapidada para a equipe principal.

 

Reginaldo (2) – Futebol constrangedor, um dos piores jogadores que já passaram pelo Athletico. Foi péssimo em todas as seis partidas que fez, todas como titular da equipe. O dado mais emblemático do jogador foi ter sido substituído no intervalo em três partidas que jogou. Já foi emprestado para o Atlético Goianiense.

 

Lucas Halter (8,5) – Uma das grandes revelações do Paranaense 2019, ganhou a posição ao longo da competição com atuações muito seguras na defesa e um bom passe na construção do jogo. Vai ser integrado ao elenco principal e deve receber oportunidades em um calendário com muitos jogos. Neste estadual foi o melhor zagueiro atleticano. Nos 11 jogos que participou, apenas um não foi como titular. De quebra ainda marcou dois gols, um deles um golaço contra o Operário.

 

Éder Ferreira (8) – Foi o quarto jogador que mais vezes foi titular, começou jogando 12 dos 13 jogos que disputou, números que consolidam o bom campeonato do zagueiro. Não teve nenhuma falha gritante e mostrou segurança quando atuou no esquema com três zagueiros. Mesmo assim, não demonstra muita qualidade no jogo com os pés e não deve ser aproveitado por Tiago Nunes no decorrer da temporada.

 

Zé Ivaldo (6) – Fez sete jogos, todos como titular, e demonstrou a mesma lentidão que fez com que ele perdesse espaço na equipe principal. Tem qualidade técnica, mas parece não estar na sua melhor forma física. Fez a maioria das partidas como zagueiro de sobra, centralizado e sem correr muitos riscos. Foi regular, não empolgando nem comprometendo, hoje disputaria a vaga de quarto zagueiro no elenco com Halter e Robson Bambu.

 

Paulo André (6) – Fez apenas três jogos na competição e foi discreto, maior vantagem da sua participação foi a presença de um jogador multicampeão em um vestiário de jovens. Teve papel mais importante fora do que dentro de campo.

 

Robson Bambu (6,5) – Pela condição em que chegou no clube teve um desempenho abaixo do esperado. Demonstrou boa técnica, mas é inseguro e cometeu algumas falhas durante o primeiro turno que comprometeram seu desempenho, um exemplo foi a falha no gol do Cascavel, na primeira rodada, quando o Athletico perdeu em casa. Nas sete partidas que disputou não repetiu as boas atuações que teve no Santos e sai do campeonato devendo, principalmente pela partida ruim que jogou no primeiro jogo da final contra o Toledo.

 

Nicolas (4) – Já emprestado para o Atlético Goianiense, o lateral até agora não conseguiu demonstrar um bom futebol jogando pelo Athletico, nas seis partidas que fez pelo Paranaense não foi diferente. Chegou até a jogar como zagueiro, mas mostrou muita insegurança, tanto ofensiva como defensivamente, errando muitos passes e deixando sempre muito espaço para os atacantes adversários atacarem. Com uma idade relativamente avançada, não deve ser utilizado no Aspirantes mais uma vez, o que dificulta sua situação dentro do clube.

 

Erick (9) – Com toda certeza foi o melhor jogador do Athletico na competição (considerado por alguns o melhor do campeonato). Fez 14 jogos, 10 como titular, e marcou dois gols, demonstrando ser um jogador muito participativo na construção das jogadas ofensivas, além de ter tem um ótimo passe. Erick também marca com muita intensidade, características que fazem seu futebol se parecer com o de Bruno Guimarães. Deve receber oportunidades com Tiago Nunes ao longo do ano, “contratação” de muita qualidade para a equipe principal.

 

Christian (7,5) – Foi bastante utilizado pelo treinador Rafael Guanaes, tendo feito oito jogos, a maioria no segundo turno, mas ainda não está pronto para o nível de disputa da série A. Durante o campeonato alternou bons e maus momentos, mas sempre demonstrando muita qualidade no passe. Seu ponto negativo é a falta de intensidade na marcação. É muito novo e deve participar de mais times de Aspirantes para adquirir mais experiência.

 

Alex Nagib (4) – Fez três jogos e foi mal em todos, não demonstrou nível dentro do elenco de Aspirantes.

 

Matheus Rossetto (7) – Jogou apenas três partidas, mas foi bem em todas, demonstrando que tem muita qualidade e ganhando ritmo de jogo. É um jogador interessante, dita o ritmo das jogadas ofensivas, mas precisa ter mais intensidade e aprender a ler melhor o jogo. Em muitos momentos atrasa as jogadas ofensivas por segurar muito a bola, mesmo assim tem muita qualidade no passe e calma para jogar.

 

Léo Cittadini (7) – Também fez apenas três partidas e demonstrou estar em um nível superior aos demais jogadores dos Aspirantes. Tem características parecidas com as de Rossetto, não comprometeu nem brilhou nas partidas do estadual, sendo utilizado apenas para ganhar ritmo.

 

Matheus Anjos (7,5) – Foi o melhor jogador atleticano no péssimo primeiro turno da competição, sendo titular em todas as partidas. Ao todo, fez 13 jogos, seis como titular e sete entrando no segundo tempo. Um dos jogadores mais utilizados por Rafael Guanaes, teve boas apresentações e conseguiu contribuir com três gols, mas precisa ser mais regular nas suas atuações. Perdeu espaço após a mudança de esquema tático, disputando posição com o experiente Marquinho, mas manteve o bom futebol. Mesmo não tendo feito um campeonato ruim, não terá espaço na equipe principal e será emprestado ao Paraná.

 

João Pedro (6) – Rendeu muito menos do que se esperava dele, fazendo um campeonato ruim. Além da irregularidade o meia não foi participativo como costuma ser, errando passes e se escondendo em momentos importantes das partidas. Foi titular em cinco dos sete jogos que participou, mas não conseguiu ser um jogador decisivo. Criou poucas situações de gol e ficou devendo nesta edição do Campeonato Paranaense.

 

Demethryus (6) – Fez apenas três partidas e não demonstrou muito futebol nessas participações. Discreto, o jovem deve receber mais oportunidades nos próximos estaduais.

 

Marquinho (7,5) – O experiente meia atleticano foi o terceiro jogador que mais atuou no campeonato, deixando muito a desejar no primeiro turno, ele se recuperou e foi um dos destaque na segunda parte da competição. Foi pouco participativo na maioria das partidas, mas esteve presente nos momentos mais decisivos e conseguiu ser um jogador perigoso nos arremates. Fez 14 partidas, todas como titular, e marcou os mesmos seis gols que o atacante Bergson, provando sua importância na equipe. Mesmo com um bom campeonato, o meia ainda parece não estar no melhor da sua forma física e não vai permanecer no clube.

 

Vitinho (8) – Outro grande destaque nesta campanha dos Aspirantes, ainda com uma certa irregularidade nas atuações, mas demonstrando muita personalidade e velocidade nas jogadas individuais. É um jogador jovem que vai se desenvolver muito se participar do elenco principal,  pode até receber algumas oportunidades como ponta, já que no Paranaense jogou como ala esquerdo. Se mostrou um jogador inteligente taticamente, por estar em uma posição que necessitava de movimentos ofensivos e defensivos, ele não comprometeu na defesa e sempre foi a válvula de desafogo pelo lado do campo. Ao todo fez nove jogos, oito como titular, e marcou dois gols.

 

Anderson Plata (6) – Deveria ser o destaque da equipe, mas foi muito mal em um time sem inspiração como o do primeiro turno. Não demonstrou um bom futebol para ser utilizado por Tiago Nunes e não deve ser peça importante durante a temporada. Ainda segue sendo uma contratação que não se explicou. Curiosamente a equipe melhorou após sua saída, fez cinco jogos como titular no primeiro turno. 

 

Bruno Rodrigues (6,5) – Não teve muito espaço na equipe, mesmo assim foi regular em todas as partidas que entrou. Já não é mais tão jovem e deve ter muita dificuldade para conseguir espaço na equipe principal. Fez oito jogos, apenas dois como titular, na maioria das vezes atuando como reserva de Vitinho. Tem um bom drible, mas peca na tomada de decisão das jogadas, sempre errando o último drible ou passe, precisa ser mais regular e ganhar experiência. 

 

Bill (6,5) – Foi pouco utilizado, tendo feito cinco partidas, duas como titular, e demonstrou ser um jogador muito aplicado taticamente. Tecnicamente não demonstrou tanta qualidade, mesmo que tenha feito uma pintura de bicicleta contra o Rio Branco, e não deve ter muito espaço na equipe principal. É um jogador interessante e deve ser mantido para desenvolver mais seu futebol. 

 

Bruno Leite (7) – O único jogador que aparece nesta lista tendo feito apenas dois jogos. Antes de se lesionar e ficar de fora da competição, o atacante tinha feito duas ótimas partidas, tendo marcado um gol e demonstrando qualidade técnica e intensidade. Vai receber mais oportunidades nos próximos campeonatos, mas demonstrou ser um jogador interessante e versátil, atuando como ala, ponta e centroavante. 

 

Jáderson (7) – Começou muito bem e foi caindo de rendimento gradativamente, terminando o campeonato como reserva e sem conseguir jogar as boas partidas que fez no começo do segundo turno. Mesmo com a irregularidade, demonstrou qualidade nas jogadas individuais e muita força para segurar os defensores, é um jogador interessante e deve receber mais chances nos próximos anos de Aspirantes. Neste campeonato fez nove jogos, sete deles como titular. 

 

Gabriel Poveda (7) – Demonstrou ser um jogador muito esforçado e inteligente taticamente, tecnicamente ainda precisa melhorar alguns aspectos. Foi titular apenas em uma oportunidade, mas participou de outros cinco jogos, sendo decisivo no Atletiba da final do primeiro turno. Fez um campeonato interessante e pode ser uma opção para o decorrer do ano, mas não demonstra nível para jogar uma série A neste momento. 

 

Bergson (8) – O atacante fez um bom campeonato, mas nem de longe entregou o que se esperava dele. Único atleta que jogou todas as partidas do campeonato, fez seis gols em 15 partidas, sendo o vice artilheiro da competição. Não demonstrou tanta coletividade, tentando arremates de qualquer lugar do campo e saindo muito da área para jogar. Tentou ser participativo mas não teve a qualidade que precisava para se sobressair em um equipe que teoricamente ele deveria ser o destaque. A atuação no Paranaense credenciaram sua saída do clube. 

 

Rafael Guanaes (8,5) – Destaque para o jovem treinador atleticano, que soube mudar o time e conseguiu se sagrar campeão com um segundo turno impecável. Guanaes começou muito mal no comando do Athletico, tendo ficado de fora da segunda fase do primeiro turno, após um tempo de treinamentos e a mudança do 4-2-3-1 para o 3-4-3 foram fundamentais na melhora de rendimento da equipe. O treinador demonstrou qualidade ao se reinventar e deve ter continuidade no clube se não receber uma proposta melhor no decorrer do ano. É mais um treinador novo que conseguiu mostrar trabalho no clube, méritos totais para ele. 

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