Furacão vai para pausa do Brasileirão com desempenho melhor que em 2018

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Athletico viveu realidades opostas antes e depois da Copa do Mundo (2018); Veja um comparativo entre o mês de junho do ano passado e o atual

O pensamento do torcedor atleticano é interrompido nessa sexta-feira (14) para dar espaço à Seleção Brasileira. O início do final de semana foi também a abertura da Copa América e o Brasil, além de favorito, é o país sede da competição. No ano passado o Brasileirão também tivemos uma pausa no meio do ano, para a Copa do Mundo. Como estava o Athletico nas primeiras rodadas de 2018 e como está agora?

 

FURACÃO ANTES DA COPA DO MUNDO 2018 X FURACÃO ANTES DA COPA AMÉRICA 2019    

 

A semana passada começou com o sorteio do adversário da Copa do Brasil e terminou com a derrota para o Goiás, por 2×1. Por um lado, muitos comemoraram o fato de encarar o Flamengo no mata-mata nacional. Por outro, muitos estão preocupados com as oito derrotas e nenhuma vitória fora de casa em 2019 (Brasileirão, Libertadores e Recopa).

 

Considerando o ano passado (2018) como um dos mais importantes na história do Athletico, devido ao título da Copa Sul-Americana, o torcedor pode ficar tranquilo com o desempenho do clube até agora. O comparativo mostra um rubro-negro mais positivo atualmente.

 

INÍCIO COPA DO MUNDO (14/06/2018):

 

Estadual: Campeão

Brasileirão: 19°/ 9 pontos. Vitórias (2); Empates (3); Derrotas (7); 12° Rodada.

Copa do Brasil: Fase Oitavas de final; Perdeu para o Cruzeiro (2×1), na Arena da Baixada. O jogo de volta foi logo após o retorno da Copa do Mundo. O Furacão empatou no Mineirão (1×1), sendo eliminado.

Libertadores: Não Classificado.

Sul-Americana: Classificado para a segunda fase contra o Peñarol, depois de eliminar o Newell’s Old Boys.

 

INÍCIO COPA AMÉRICA (14/06/2019):

 

Estadual: Campeão

Brasileirão: 12°/ 10 pontos. Vitórias (3); Empates (1); Derrotas (5); 9° Rodada.

Copa do Brasil: Fase Quartas de final; Enfrenta o Flamengo, os jogos serão depois da paralisação.

Libertadores: Oitavas de final. Enfrenta o Boca Juniors, os jogos serão depois da paralisação.

Sul-Americana: Disputando a Copa Libertadores.

 

O comparativo indica um time mais competitivo, melhor colocado nas competições nacionais, disputando o maior torneio da América e com expectativas maiores e positivas, diferente do mês de junho de 2018, quando era treinado pelo Fernando Diniz e estava na zona de rebaixamento do Brasileirão e encaminhado para a eliminação da Copa do Brasil.

 

OPINIÃO

 

Analisando o comparativo, é evidente que o rubro-negro está melhor. O Athletico está em outro patamar com o título internacional conquistado, com a soberania no estado e maior respeito por parte dos torcedores e da mídia. A torcida está mais confiante, o time está mais estruturado e ninguém considera o Furacão um adversário fácil, mesmo sem vencer fora de casa.

 

O desempenho recente da equipe e os desafios que enfrentou, como jogar contra os gigantes argentinos e muitos jogos em sequência, alteram minha interpretação das derrotas. Não diminuem a necessidade ou importância de começar a vencer fora de casa, mas ajudam a entender, na minha opinião, o motivo de nenhuma vitória como visitante.

 

DERROTAS COMO VISITANTE    

 

Brasileirão: Fortaleza (2×1); Flamengo (3×2); Palmeiras (1×0)

 

Libertadores: Tolima (1×0); Jorge Wilstermann (3×2); Boca Juniors (2×1).

 

Recopa Sul-Americana: River Plate (3×0).

 

Analisar as derrotas não é procurar justificativa, mas identificar o que está errado para continuar com o progresso e elevar o patamar do clube novamente. Acredito que o time atleticano tenha pecado em alguns detalhes, como por exemplo, os gols sofridos nos últimos minutos. Erros no final do jogo ajudam a somar derrotas, mas não dizem necessariamente como foi a partida.

 

Em alguns desses confrontos o Athletico jogou melhor ou dominou o jogo por determinados momentos, mas cedeu a virada nos minutos finais. Isso não significa que o time é fraco, mas que tem deficiências. Lembro que Tiago Nunes usou time misto em diversas rodadas no Brasileirão. Às vezes é necessário e mais prudente, poupar o principal para alcançar objetivos maiores, como tem sido o planejamento.

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