Jajá impressiona até os mais empolgados

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Desempenho contra o Rio Branco coloca a revelação no radar do elenco principal

Uma preocupação comum com jovens promessas diz respeito a questão física. Quando é um jogador ofensivo de beirada de campo, então, pior. É comum que muitos sejam franzinos e talvez não tenham biótipo que favoreça a promoção ao principal, e, por isso, vários nomes acabam parando na base.

 

O caso de Jajá trouxe um pouco esse debate. Eduardo Barros alertou, e parecia fazer sentido. No talento puro é difícil questionar, entretanto, por ser tão jovem e ter recém saído da base, era de se esperar grande dificuldade para acompanhar o ritmo físico do profissional.

 

Isso tudo, porém, estava se mantendo na especulação. Vimos pouco de Jajá nas primeiras rodadas do Paranaense, já que ele ficou a maior parte do tempo no banco de reservas. Nas últimas partidas, quando jogou, a parte técnica sobressaiu e ele não foi tão exigido, ainda mais por ser favorecido pelo esquema de Barros, que o posicionava como segundo atacante.

 

Contra o Rio Branco, algo diferente aconteceu. Jogando um pouco mais distante da área, foi exigido na recomposição e deu conta. Imprimindo intensidade, recuperando bolas e trabalhando bem de lado a lado, foi quem ditou a mudança que gerou a vitória. Resta ver se o bom desempenho físico se manterá em noventa minutos atuando aberto.

 

É bom lembrar que, nesta partida, a promessa esteve em meio a nomes importantes do elenco, como Marquinhos Gabriel e Vitinho. Se a lógica for seguida, eles já ganharam concorrência real por um espaço no elenco.

 

Os maiores problemas – que impediam Jajá de ter maior sequência – estavam ligados ao seu novo contrato de a parte física de seu jogo. O primeiro foi resolvido, e o segundo está empolgando. É bom falar baixinho, mas Jajá tem tudo para brilhar por alguns anos e ser mais um jovem de destaque do Athletico. E do mundo, talvez.

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