O primeiro passo foi dado! Falta só mais um para a Finalíssima!

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Furacão garante em casa a vantagem para o jogo de volta na semi da Libertadores. A busca pela Glória Eterna segue mais viva do que nunca!

Na noite desta terça-feira (30), o Athletico recebeu o Palmeiras na Arena da Baixada pela abertura das semifinais da Copa Libertadores da América. No jogo mais importante do clube nos últimos dezessete anos, foi atrás do resultado e conseguiu uma vitória importantíssima para a sequência da competição. Com 1 a 0 no placar, fez o dever de casa e garantiu a vantagem do empate para enfrentar o Palmeiras na volta em São Paulo.  

Felipão começou a partida com três volantes (Hugo Moura, Fernandinho e Alex Santana), como já era esperado , fortalecendo o sistema defensivo da equipe. Mas diferente do que se imaginava, não ficou apenas se defendendo e buscando o contra-ataque perfeito. Principalmente no primeiro tempo, buscou jogo e o gol para garantir a vitória. E dessa forma, foi recompensado pelo tento da vitória saindo dos pés de um dos volantes que marcava bem e chegava à área para finalizar.  Alex Santana garantiu a vitória atleticana. 

PRIMEIRO TEMPO

Em busca de garantir o resultado na semifinal da Libertadores e levar vantagem para o jogo da volta, o Athletico começou pressionando o Palmeiras. Jogando com Bento no gol, Khellven e Abner nas laterais, Pedro Henrique e Thiago Heleno na zaga, Hugo Moura, Alex Santana e Fernandinho formando o meio de campo, Canobbio e Vitinho, caindo pelas pontas e Vitor Roque no comando do ataque, o Rubro-Negro foi para cima, se aproveitando do fator casa e da pressão que a torcida fazia. Tirando um susto oriundo de uma bobeada da defesa, aos 5 minutos de jogo, Flaco López, atacante do Palmeiras, perdeu uma boa chance de abrir o placar para os paulistas, o Furacão dominou a primeira etapa do jogo, controlou as jogadas ofensivas e chegava com perigo. Ao mesmo tempo, quando gerava contra-ataques que poderiam ser perigosos para o Palmeiras, a defesa se comportava muito bem. Com as linhas extremamente compactas, não dava o mínimo espaço para que os ataques palmeirenses tivessem efeito para criação de jogadas entre linhas. 

Lembrando que era jogo de Libertadores, então o jogo era muito intenso. Lá e cá o tempo todo, mas com o Athletico chegando de forma mais efetiva. Até que em uma dessas chegadas, aos 22 minutos, Vitor Roque, mais uma vez fazendo diferença e chocando a todos, brigou por uma bola dentro da área e encontrou Alex Santana que dominou, virou, como se fosse um centroavante, e marcou o 1 a 0 no placar.  O gol encorajou ainda mais o time, que continuou a atacar e se não fosse o goleiro ex-Furacão Weverton, poderia ter ampliado. O Palmeiras até tentava encaixar alguns contra-ataques, mas a defesa do Athletico em todas as bolas conseguiu se recuperar efetivamente, não dando chances claras de gol ao adversário. 

SEGUNDO TEMPO

No retorno do vestiário, o time paulista voltou atacando mais e pressionando, o que forçou o Furacão a baixar suas linhas defensivas em campo e começar a buscar saídas rápidas para contragolpear. Em uma delas Alex Santana, novamente, chegou a área, mas não conseguiu finalizar bem. Aos 24 minutos, Hugo Moura acabou sendo expulso em uma jogada no mínimo controversa. O volante atleticano acabou dando um soco na bola, após sofrer uma falta que não foi marcada pela arbitragem. O juiz interpretou como mão na bola e mostrou o amarelo para o jogador, que já tinha levado o primeiro cartão.  O jogo era pegado, Libertadores sempre é, e o juiz de forma estranha, e até confusa, expulsou Felipão por reclamação. Nesse momento Big Phil ainda orientava a equipe em relação ao posicionamento após ficar com dez jogadores em campo.

Aí o auxiliar-técnico, Paulo Turra, começou a comandar o time do banco. O Furacão bloqueava de forma segura a pressão que o Palmeiras tentava impor. Turra mexeu no time para colocar mais gás, substituiu o trio inteiro de ataque por Pablo, Rômulo e Cuello, mas o Furacão, com um jogador a menos, não conseguia sair para o jogo e se preocupou em se defender, entendendo a qualidade que o adversário tinha. No finzinho, ainda tirou Fernandinho e Alex Santana que estavam exaustos, e colocou Erick e Léo Cittadini. Fim de papo, vitória essencial para a continuidade da competição. Destaques para as grandes partidas de Khellven, Abner e Thiago Heleno. Também é importante citar que após o jogo, na zona mista em entrevista juntamente com o CEO do Furacão, Alexandre Mattos, o Preparador Físico do Rubro-Negro, Túlio Flôres, denunciou uma agressão do bandeirinha que teria lhe dado um pisão intencional durante o jogo, salientando que havia no ar um descontrole do trio de arbitragem, juntando ao fato da expulsão do Felipão. 

O Furacão está mais vivo do que nunca na Libertadores da América. Volta a jogar com o Palmeiras para continuar fazendo história na próxima terça-feira (06/09) em São Paulo. Agora faltam apenas 2 jogos. O Athletico enfrenta no próximo sábado o Fluminense pelo Campeonato Brasileiro. 

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