Os novos ídolos do Furacão

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Campeões de 2018 já pintam como ídolos para torcedores do Atlético. E pra você?

Salve nação rubro-negra!

Depois de dois anos e meio, volto a escrever uma coluna. Essa é mais do que especial: por escrever para o portal do projeto que tanto acredito e luto todos os dias para dar certo e, obviamente, pra falar dos campeões da Sulamericana. Você já leu sobre os sentimentos daquele dia 12 de dezembro e de tudo que o atleticano viveu naquela mágica noite. Mas eu vou propor uma outra reflexão: esses atletas já são seus ídolos? Há algum que tenha espaço no seu “melhor Atlético de todos os tempos”?

 

Jogadores vem e vão, outros até deixam saudades na torcida, mas o que faz um atleta se tornar ídolo mesmo? São muitos fatores, mas certamente um troféu importante na estante do Clube acelera esse processo. Desde o título de Campeão Brasileiro de 2001, excelentes jogadores passaram pelo Atlético (me permitam escrever sem o H, ainda não estou acostumado). Tivemos Jadson, Fernandinho, Washington, Ferreira, Dênis Marques, Paulo Baier, Weverton, Éderson, entre outros. Alguns desses são ídolos para atleticanos, mas nenhum ficou marcado oficialmente na história do Clube com uma taça.

 

Flávio, Rogêrio Correa, Nem e Gustavo; Alessandro, Cocito, Kléberson, Adriano Gabiru e Fabiano; Alex Mineiro e Kléber. A escalação de 2001 já vem na ponta da língua. É o time que deu nosso primeiro título FODA, com todo respeito aos Paranaenses – muitos conquistados com o coração no bico da chuteira. Sicupira é um dos meus maiores ídolos e só faturou um Estadual, em 1970. Mas 2001 é diferente. Tiramos o privilégio dos coxas falarem que eram os únicos campeões brasileiros no Estado. Vivi muito isso na adolescência. O Atlético ganhava um ATLEtiba, o sarro rolava no colégio e o único argumento dos alviverdes era “temos uma estrela dourada”.

 

Considero todos os atletas de 2001 como ídolos. Mas isso não aconteceu da noite pro dia. E é isso que provavelmente vá acontecer com o elenco de 2018 com o passar dos anos.

 

Daqui uma década vamos olhar pra trás e pensar, “como jogava bola aquele Nikão” ou “como é bom ver esse Bruno Guimarães jogando o fino na Europa”. Thiago Heleno, Pablo, Nikão e Lucho despontam como ídolos pra agora, como vocês vão ver em algumas opiniões que puxei do Twitter ao final do texto. Renan Lodi, Léo Pereira e Bruno Guimarães correm por fora. Todos extremamente identificados com o Atlético. Mas nada impede em daqui alguns anos que alguém comece a citar mais os jovens, principalmente quando alguns já estiverem no auge da carreira.

Tiago Nunes é um capítulo a parte. Para mim já está no meu “melhor Atlético de todos os tempos”. Também vi excelentes treinadores no Furacão, a maioria bem tarimbada e já vencedora por aí como Pepe, Evaristo de Macedo, Leão, Antônio Lopes, Abel Braga, Paulo Autuori e por aí vai. Vi Geninho, um excelente gestor de grupo, que atingiu o potencial máximo daquele time campeão brasileiro. Mas Nunes é diferente. Nunes é gestor de grupo, mas também é técnico dos mais estudados.

 

Tiago é a cara do Atlético. Um técnico sério, que sabe o momento de brincar e sabe o momento de trabalhar. Podemos perdê-lo daqui algum tempo para um clube do eixo que irá pagar muito mais do que ele ganha aqui, mas por esse 2018 feito; por ter ganho uma competição sem nenhum destaque individual ou estrela no time; e por tudo que ele demonstra nas entrevistas, Nunes já ganhou a vaga como treinador do meu “hall da fama”.

 

E pra você, quais são seus ídolos no atual time?

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