Paulo Turra comenta situação física de Vitor Roque: ‘preocupa’

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Jogador saiu mancando no segundo tempo e foi elogiado pelo treinador: "é o melhor avançado do Brasil"

Paulo Turra deu declaração importante sobre a saída Vitor Roque na partida da tarde do último domingo (7), contra o Flamengo: “preocupa”. Atacante saiu mancando durante a disputa do segundo tempo e recebeu elogios do treinador em entrevista coletiva, que também viu a análise do técnico sobre a estratégia utilizada no jogo e a explicação sobre a saída de Terans, que deixou o gramado incomodado.

Ele preocupa. Tomou uma pancada acima do joelho, preocupa. Arrisco a dizer hoje que o Roque é o melhor avançado que o Brasil tem, e que ele fez o melhor jogo dele – com e sem a bola. Muitas vezes esteve pelo lado acompanhando a subida do lateral contrário, correu atrás do número 5 deles para fazer a pressão. E com a bola foi muito forte, bom no um pra um, no ataque ao espaço. É um jovem espetacular.

Paulo Turra, entre preocupação e elogio, falou sobre a situação de Vitor Roque

Roque que, em determinado momento do jogo, passou a compor dupla de ataque com Pablo, no que possibilitou muitas dessas jogadas mencionadas por Turra. Pablo substituiu Terans ao 16 minutos da segunda etapa e treinador explicou a intenção da mudança muito contestada pela torcida:

-Penso no macro, com e sem a bola, e em determinados momentos a equipe pode estar mais atrás por imposição do adversário ou resolução da equipe. Eu tenho que colocar naquele momento específico quem cumpra a função, me preocupo com o Athletico. Não vi o Terans nesse aspecto [reação forte ao ser substituído], mas ele é um grande profissional e o Pablo, quando entrou, fez o que eu queria com e sem a bola. […] O Terans é muito bom, tem qualidade. Já utilizamos ele pela direita, centralizado, pelo lado esquerdo contra o Atlético-MG e contra o CRB fez, inclusive, a lateral esquerda. É um jogador que todo treinador gostaria de ter.

O Athletico terminou a partida de ontem com apenas 39% de posse de bola. Dinâmica tem sido recorrente desde o início das maiores competições no ano e Paulo Turra relaciona fato com o modelo de jogo escolhido:

-Nós encontramos, dentro das características da nossa equipe, um modelo de baixar mais as linhas. Falo para eles: “quando vamos defender, vamos defender. Quando com a bola, vamos nos preocupar em construir, atacar”. Povoamos o entorno da área e controlamos o jogo. […] Hoje o jogo é muito intenso, não é fácil estar toda hora com volume. O Flamengo conseguiu sair jogando muito poucas vezes hoje, porque estávamos em cima a todo momento.

Turra ainda fez elogios a seus laterais titulares. Khellven, que vinha de sequência de atuações ruins e com a sombra de Madson, lesionado, recebeu reconhecimento do técnico pela parte defensiva e pela assistência para o gol de Erick, que virou o jogo no segundo tempo.

-O Khellven hoje fez um grande jogo. Foi muito agressivo, soube ler o jogo – o que não é fácil – estava quase como um terceiro zagueiro por dentro e quando a bola chegava no [Everton] Cebolinha ele tinha que encontrar, o que também não é fácil. E no segundo tempo foi ele que fez a grande jogada pelo lado e cruzou para o Vitor Roque.

Pedrinho também foi elogiado e Turra mencionou processo de evolução: “O Pedrinho fez um grande jogo hoje. É o décimo primeiro jogo dele seguido, é prata da casa. São jovens em processo de evolução e estão ajudando muito a gente. […] O processo quem vem acontecendo, principalmente com jogadores jovens como Khellven e Pedrinho, é que ele tem aprendido na dor, mas isso no futuro pode ser aproveitado.”

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