Pés-quentes: gêmeas nasceram no dia da conquista da Sul-Americana

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Maria Teresa e Maria Helena vieram ao mundo no dia 12 de dezembro

Pés-quentes. Essa é a história das gêmeas Maria Teresa e Maria Helena, que vieram ao mundo no dia 12 de dezembro de 2018, para a alegria do pai atleticano Vinicius Dalazoana. Morador de Ponta Grossa, Dalazoana estava com a viagem (e o ingresso!) para a partida certa, mas Deus quis que os planos mudassem. “Eu sou atleticano desde a infância, mas minha esposa nunca teve ligação com futebol, os pais dela não são ligados. No dia 12 estava tudo certo para que eu fosse ao jogo, mas o inesperado aconteceu. O nascimento das pequenas não estava programado para aquela data, porém a Maria Carolina teve uma doença grave nos últimos dias (Síndrome de Hellp) e o parto precisou ser de emergência. Deus cuidou de tudo: dia 12 é também o dia de Nossa Senhora de Guadalupe e aconteceu delas virem ao mundo nesse grande dia”, conta emocionado.

 

 

A história de Vinicius com o Furacão vem da infância. “Sou uma ‘caixa registradora’ do Athletico”, brinca e comenta: “Minhas meninas também serão atleticanas, assim como meu pai me ensinou. Já levamos até meu cunhado, que era são paulino, a torcer para o Athletico, afinal, ninguém resiste à mística da Arena Lotada”, conta. Segundo ele, as lembranças que tem do rubro-negro passam desde 1998. “Eu cresci indo aos jogos do Furacão. Morei em Curitiba até meus 12 anos e fui em grande parte das campanhas de 2001, 2004 e Libertadores de 2005. Mas o primeiro grande jogo de que me recordo do CAP é o 4×1 contra o Coxa em 1998. Lembro de ouvir pela rádio e do show do Warley”, comenta. “Lembro do quadrado mágico de 2000: Adriano, Kelly, Lucas e Kléber (que ainda não era o Pereira). Chorei com o pênalti na lua do Gabiru contra o galo e chorei também no dia 23/12/2001. Em 2004 e na Libertadores de 2005, íamos de carro de Ponta Grossa a Curitiba, voltando de madrugada”, relembra e acrescenta, rindo: “Para minha sorte, quando o CAP foi rebaixado, estava em Portugal. Assim, meus amigos coxas pouco puderam me zoar.”

 

Foto no dia 03/04, no jogo contra o Boca Juniors | Foto: Arquivo Pessoal

 

A esposa, Maria Carolina, já foi à Arena duas vezes. “Ela está tentando entender futebol por minha causa… Por exemplo: ela já sabe da bronca com o Douglas Coutinho”, conta rindo. “Compramos o body do Athletico quando a Maria contou que estava grávida. Quando soubemos que eram duas, compramos outro igual. Fora as faixas que meu pai que escolheu”, comenta. No jogo histórico contra o Boca Juniors, Vinicius conta que estava com uma das filhas no colo, enquanto a outra estava no quarto, com a mãe. “Parece resposta pronta, mas assisti com uma das filhas no colo. Ela dormiu e fiquei com pena de colocar na cama, afinal, se ela acordasse, acordaria a outra e aí estava danado”, explica.

 

Vinicius e a esposa, Maria Carolina, na Arena da Baixada | Foto: Arquivo Pessoal

 

Vinicius e a irmã | Foto: Arquivo Pessoal

 

Vinicius, o cunhado e o pai | Foto: Arquivo Pessoal

 

Os pais e a irmã de Vinicius – família atleticana | Foto: Arquivo Pessoal

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