RETROSPECTIVA SUL-AMERICANA: CAMPANHA DO ATLÉTICO CHAMA A ATENÇÃO

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Relembre a ótima campanha do Furacão até a final inédita da competição

Lucas Mörking Ramos

O Clube Atlético Paranaense fez história na temporada de 2018 ao chegar à final inédita da Copa Sul-Americana. A primeira partida da decisão acabou empatada por 1×1, contra o Junior Barranquilla da Colômbia, semana passada. Nesta quarta, 12, o Furacão recebe os colombianos para o jogo decisivo, que acontece no Joaquim Américo, às 21h45.  

O rubro-negro paranaense ostenta uma campanha de respeito: são apenas duas derrotas e oito vitórias. O 1×1 contra o Barranquilla foi o único empate da equipe. O Atlético Paranaense traçou seu caminho com bons jogos dentro e fora de casa, conquistando resultados históricos, como o 4×1 contra o Peñarol, no Uruguai. A caminhada atleticana na competição começou no mesmo palco onde termina, na Arena da Baixada, no dia 12/04, exatos oito meses antes da final. A primeira vitória do time na Sul-Americana foi em cima do Newell’s Old Boys, por 3×0. No jogo de volta, os argentinos conquistaram uma vitória por 2×1, resultado que não impediu a classificação dos paranaenses.

 

Na segunda fase da competição, o “El Paranaense”, como é chamado pela imprensa internacional, enfrentou o famoso Peñarol, do Uruguai.  O Furacão foi superior nos dois jogos: venceu por 2×0 na Arena, mesmo com pênalti perdido por Raphael Veiga, no começo do primeiro tempo. A partida de volta marcou a força do Atlético Paranaense na competição: uma grande vitória por 4×1.

 

Além da classificação e das vitórias, o rubro-negro conquistou notoriedade na competição, ainda mais depois de vencer o Caracas, da Venezuela, por 2×0 fora e 2×1 em casa, passando com tranquilidade pelas oitavas de final. Destaque para o meia-atacante Raphael Veiga, que fez os dois gols no Estádio Olímpico de la UCV. Os gols na Arena da Baixada foram marcados pelo lateral-esquerdo, Renan Lodi, e Marcelo Cirino, que já havia marcado no 2×0, contra o Peñarol.  

 

A maior dificuldade atleticana foi nas quartas de final contra o Bahia. O confronto na Arena Fonte Nova foi marcado por polêmica: após consultar o VAR, a arbitragem anulou dois gols dos mandantes. No segundo tempo, Pablo marcou para o Furacão. Depois de vencer fora por 1×0, o Furacão viu o tricolor baiano vencer na Arena pelo mesmo placar e levar o jogo para as penalidades. O time paranaense executou quatro disparos perfeitos que foram o suficiente para se classificar às semifinais. O goleiro Santos defendeu a primeira cobrança e na oportunidade seguinte, Zé Rafael mandou a bola por cima do gol, definindo 4×1 nos pênaltis.  

 

O último adversário no percurso até à final foi o Fluminense, mas o clube carioca não ofereceu grande desafio, perdendo os dois jogos por 2×0. No Maracanã, o tricolor carioca repetiu a sensação de jogar contra a torcida atleticana. Logo no começo do primeiro tempo, Nikão abriu o placar e fez a festa dos fanáticos, que calaram o Estádio Jornalista Mário Filho.

 

O Atlético Paranaense chega com moral na final devido à bela trajetória no campeonato e com os resultados que impuseram respeito ao adversário. O Junior Barranquilla fez um bom primeiro jogo e podia até sair com uma vantagem, mas cedeu o empate ao Furacão e deixou em aberto à decisão.    

Estatísticas

  • Vitória: 8
  • Derrota: 2
  • Empate: 1
  • Gols marcados: 20
  • Gols sofridos: 6
  • Artilheiro: Nikão e Pablo (4), um tento atrás do artilheiro da competição Benedetti, do Deportivo Cali.
  • Os jogadores Santos, Lucho e Renan Lodi foram escalados em todos os jogos da Sul-Americana. O atacante Pablo também participou de todos os jogos, mas começou no banco contra o Peñarol.  

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