TIAGO NUNES PARTICIPA DO PROGRAMA BOLA DA VEZ, NA ESPN

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Técnico campeão comentou sobre o grupo, família e a importância de Petraglia para o Athletico

“O Athletico só é o que é por causa do Petraglia”. Essa foi uma das muitas frases que Tiago Nunes salientou durante a mais de uma hora e meia de entrevista para o programa Bola da Vez, da ESPN. “Ele pegou o Athletico como time de bairro e transformou nessa potência”, comenta e acrescenta: “Petraglia não gosta de meios termos. Ele pergunta se os conceitos estão sendo aplicados, implementados. Se você não entrega o que ele pede, você não fica no clube.”

 

De acordo com ele, se você vivenciar o clube terá sempre o que fazer lá. “No dia do primeiro jogo da final, tive reunião de manhã e de tarde sobre outros assuntos e a noite estava entrando em campo para disputar uma taça”, afirma Nunes. O técnico também conta que aprendeu muito com Paulo Autuori. “O Athletico forma bons jogadores, que gostam de estar ali, de jogar pelo clube. Se vai ganhar ou perder? É do jogo! E foi o Autuori que me ensinou a ser assim e que dá para ser feliz assim”, revela.

 

Quando questionado sobre a colocação de Bambu e Khellven, Tiago comenta que confia nos dois jovens. “A convivência com o jogador é que me faz decidir se vai ou não jogar. Percebe-se que o menino tem qualidade? Então não tenho preocupação nenhuma em colocá-lo”, afirma e conta: “na hora do jogo, virei pro Khellven e falei ‘filho, você não sabe nem o que tá acontecendo, né?’. Esses caras jovens, tendo qualidade, tem que colocar para jogar.”

 

Tiago também explica sobre a camisa roxa, que voltou a usar. “Não é a mesma da final… mas se o povo pediu, quem sou eu para ir contra? A história dela é engraçada: precisava escolher uma camisa que não concorresse com os adversários, aí começamos a ganhar, ganhar e ganhar. Num jogo contra o Vasco, estava de casaco e o pessoal atrás de mim ficou falando: ‘tira o casaco’ e eu ‘nem pensar! Tá um frio do cão’. Fomos pro intervalo com 0x0 e quando voltei do intervalo, resolvi tirar o casaco. Passou 2 minutos, juro, e fizemos o gol. É o poder da camisa”, conta rindo.

 

Sobre o início da carreira, Nunes lembra que o Athletico é seu 22º time. “Meu primeiro título foi pelo Rio Branco do Acre, as pessoas até brincar com o estado, mas é um povo que me acolheu muito bem”, afirma. Ele conta que a família foi l grande pilar para não desistir. “É a primeira vez que a Fernanda vem comigo. Ela saiu do emprego para vir morar em Curitiba. Nas horas dificeis, foi ela quem me fez não desistir. Sempre apoiou meus sonhos e é por isso que estou aqui hoje. Minha dificuldade era saber meu propósito no futebol. Entrei querendo ganhar o próximo jogo. A gente vincula nossa carreira na vitória. Fui entender meu propósito de vida, na formação acadêmica, vi que era professor. Formado! Eu gosto de ensinar, colaborar. Comecei a me dar melhor com os jogadores, antes não tinha essa liga. Vi que eu gostava de contribuir com um jovem. Comecei a ser um cara mais leve, e comecei a ter mais resultado”, relembra.

 

Para ver a entrevista na íntegra, acesse: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/6124932/bola-da-vez-o-everton-ia-tomar-um-pau-do-athletico-pr-na-arena-da-baixada-diz-tecnico-tiago-nunes

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