Torcida Humana registra pequenos incidentes na Baixada

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Brigas generalizadas foram registradas nas regiões Sul e Leste

“Vamos provar a todos que os dois maiores clubes de Curitiba podem torcer e competir com humanidade e civilidade”. Assim o Athletico terminou sua nota para a venda de ingressos, anunciada na segunda-feira. Torcedores do Coritiba que foram assistir ao clássico na Baixada ontem (30) tiveram que se misturar entre os atleticanos presentes. Nenhum fato mais grave foi registrado pela DEMAFE (Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos da Polícia Civil do Paraná), mas pequenos incidentes foram vistos. Seguranças da Arena tiveram que retirar/transferir alguns torcedores identificados como rivais em pontos da Baixada para preservá-los.

 

Seguranças interviram em princípio de confusão após o primeiro gol do Coritiba. Foto: Fernanda Oliveira

 

A torcedora coxa-branca Gabriella Tavares da Silva disse que não passou por problemas dentro da Baixada, mas sentiu-se reprimida em torcer. “Foi uma sensação ruim, não pude torcer de verdade, muito menos interagir com ninguém no jogo. É a mesma coisa que estar lá e não estar”.  O torcedor rival Paulo Henrique Wactawski também se sentiu acuado: “Todos estão com a camisa do time que torcem, mas você não está. Então começam os olhares desconfiados e a sensação de receio é inevitável”. Ele conta que estava no setor Getúlio Vargas Superior, mas por questão de segurança se deslocou a um espaço mais vazio. “No final do jogo alguns torcedores perceberam que eu era coxa e ficaram me encarando. Esperei o estádio esvaziar um pouco e desci com os policiais”, relata.

 

Por outro lado, também tivemos boas convivências. A torcedora Rosângela Ribeiro declarou que assistiu o clássico ao lado de dois coxas-brancas e gostou da experiência. “Foi bem tranquilo, eram pessoas legais. Foi até divertido”, afirmou. O Coritiba também fez questão de mostrar sua insatisfação com o projeto encampado pelo Clube e pelo Ministério Público do Paraná e levou frases para a camisa de jogo. “Torcida Humana: mais uma falácia” e “Torcida Humana: ideia pathetica” estavam estampadas no lugar do patrocinador master na frente e nas costas.

 

 

Fora do campo, os órgãos de segurança pública também tiveram trabalho para conter confusões entre torcedores do Athletico e do Coritiba. Em dois vídeos que circulam pela Internet, grupos brigam nas regiões Sul e Leste. Em vídeo divulgado no terminal do Pinheirinho, percebe-se um grande volume de pessoas correndo – e quase ninguém com a camisa dos times. Já na região Leste, a briga generalizada acontece dentro de um ônibus biarticulado. Ao todo, 12 ocorrências foram registradas pela Guarda Municipal de Curitiba.

 

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