Wellington: Experiência e liderança a favor do Furacão

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O capitão do Athletico na primeira partida da final da Copa do Brasil é peça chave dentro do elenco para buscar mais essa taça

Wellington Aparecido Martins, nascido em 28 de janeiro de 1991, cresceu no bairro de Moraes Prado na cidade de São Paulo.

 

De origem humilde, iniciou seus os primeiros passos no futebol batendo bola no quintal de casa com o irmão mais velho, Wesley, que também se aventurou nos gramados. Fã do Rivaldo, “Tico”, como era chamado, Wellington não tinha em suas ambições ser um jogador profissional, mas o irmão sempre o carregava junto para os treinos em uma escolinha da várzea.

 

Atacante, aos 10 anos de idade foi aprovado em uma peneira do Corinthians, onde ficou até os 14 anos. Chegou ao São Paulo e com 17 anos fez sua estreia como profissional em 18 de maio de 2008, contra o próprio Athletico, partida que terminou empatada em 1 gol para cada lado. A coincidência é que nesse ano disputou mais duas partidas, ambas contra o Furacão e pela copa Sul-Americana. Naquele ano, conquistou pelo São Paulo seu primeiro título como profissional: o Campeonato Brasileiro.

 

Seu primeiro gol como profissional aconteceu em 2011, contra o Bahia, em partida válida pelo Brasileirão. Em mais uma das coincidências na vida do atleta, marcou em cima do goleiro Marcelo Lomba, adversário da próxima quarta-feira (18).

 

No ano de 2012, passou pela primeira grande lesão, rompendo o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e ficando seis meses afastado dos gramados se recuperando. Mas seu retorno foi em grande estilo e foi peça fundamental na conquista da Sul-Americana pelo time paulista.

 

Em 2014, foi emprestado ao Internacional e, quando estava em grande fase no colorado gaúcho, sendo titular absoluto, sofreu novamente uma lesão no mesmo lugar de anos atrás, ficando dessa vez nove meses afastado dos gramados. Em 2015, ainda pelo Internacional, teve mais um momento difícil na carreira. Após retornar da lesão, foi condenado a ficar afastado dos gramados por cinco meses por doping. O atleta testou positivo para as substâncias hidroclorotiazida e clorotiazida, classificadas como diuréticos.

 

De volta ao São Paulo em 2016, sofreu nova lesão, agora no ligamento cruzado anterior do joelho direito, no período que ainda cumpria a suspensão. Voltou aos gramados em outubro do mesmo ano, mas não conseguiu emplacar uma sequência de jogos e foi emprestado ao Vasco da Gama.

 

No Vasco, teve um início difícil e somente se firmou com a chegada de Zé Ricardo, se tornando jogador de confiança do treinador. Essa relação com o clube e torcida foi interrompida por conta de uma foto polêmica, publicada nas redes sociais do jogador, onde ele, juntamente a outros seis jogadores, supostamente criticavam as vaias da torcida. Com isso, o volante foi afastado do elenco, passando a treinar em separado e, pouco tempo depois, se transferiu para o Athletico, em julho de 2018, para suprir a saída do chileno Esteban Pavez.

 

Chegou sob desconfiança da torcida pelo final de sua passagem no Vasco, mas foi conquistando seu espaço e se tornou jogador fundamental na arrancada no Campeonato Brasileiro de 2018 e na conquista da Copa Sul-Americana, sua segunda na carreira, classificando o Athletico para a Libertadores.

 

Em 2019, perdeu espaço para o volante Camacho, mas após a suspensão do até então titular, reassumiu a titularidade e vem sendo um dos jogadores mais regulares do elenco.

 

Com sua experiência dentro e fora do campo, Wellington mostra sua liderança durante os jogos e também no vestiário. No primeiro jogo contra o Internacional, manteve a faixa de capitão mesmo após a entrada de Lucho González. Agora, para a próxima quarta-feira (18), a equipe conta mais uma vez com o volante e joga a sua partida mais importante do ano, em busca do título inédito da Copa do Brasil. A partida acontecerá no Beira-Rio, às 21h30.

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